“E ali então nascia a lenda, o herói do povo. E o povo precisa de heróis, salvadores da pátria, que têm a coragem de dizer tudo aquilo que o povo quer ouvir, tudo aquilo que gostaria de falar, mas que sempre acaba engasgado na garganta, por falta de uma voz que os represente. E o povo precisa sentir-se representado.” (Do Inferno ao Planalto, pág. 78)

O que aconteceria se Adolf Hitler, ditador alemão e principal instigador da Segunda Guerra Mundial, reencarnasse no Brasil como filho do diabo? E se ele se tornasse um influente político e concorresse ao cargo de presidente da República? O escritor paulista Andre L Braga narra essa ficção que permeia a realidade na obra Do Inferno ao Planalto, publicada pela editora Chiado Books.

Marcus Vinícius Bolsoy, personagem principal da história, nasceu em 21 de março. Após o mandato como vereador, novas eleições garantiram ao político uma vaga em Brasília. Marcado por polêmicas, o mandado como deputado federal rendeu apenas dois projetos rejeitados pela Casa. Uma das propostas foi referente a cura gay, que permitiria psicólogos oferecerem tratamentos de reorientação sexual.

As repercussões da mídia e do povo brasileiro em relação ao político ganharam força após um bate-boca com a deputada Cláudia Salgado, relatora da Comissão Parlamentar de Direitos Humanos. Diante de todo o cenário, Marcus traça um plano estratégico rumo à presidência do Brasil com apoio de Priscila, assessora de imprensa e personagem importante para o desenrolar dessa história.

“Ele deveria se tornar o herói solitário, que compreende os anseios de uma nação e busca o que é de direito ao cidadão de bem. Seu lema seria, a partir daquele momento e até sua eleição à Presidência, lutar pelo bem do Brasil, e por um Brasil para os homens de bem.” (Do Inferno ao Planalto, pág. 114)

É importante destacar que Do Inferno ao Paraíso não é um estudo ou análise da política brasileira. Antes mesmo do epílogo, André deixa uma advertência aos leitores: “Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência”, destaca o autor.

Por outro lado, o pedido de impeachment de 2016 e a operação Lava Jato, por exemplo, são situações reais do cenário brasileiro que inspiraram momentos relevantes da história. Já o desfecho impactante é puramente ficção, visto que o futuro do Brasil como nação é totalmente incerto. (Da Redação)