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Krug Bier prevê forte crescimento para este ano

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Crédito: Alexandre Bruzzi

O ano de 2020 não foi fácil para o setor cervejeiro e nem para o de bares e restaurantes. Muitos negócios tiveram grandes dificuldades durante a pandemia por não poderem abrir as portas ao público, sendo que alguns até tiveram que fechar seus estabelecimentos. Porém, outros conseguiram se reinventar e marcar um importante crescimento em algumas de suas frentes de trabalho.

Esse é o caso da cervejaria Krug Bier, que soube contornar os problemas impostos pelo isolamento social e pelas medidas restritivas aos comerciantes. A marca investiu em seu e-commerce e o tornou o carro-chefe da comercialização dos rótulos da casa para o seu público final. Aumentou em 50% as vendas para supermercados, que agora contam com novas opções de garrafas e latas da cervejaria, e conquistou também 200 novos pontos de vendas de parceiros para o comércio de seus chopes.

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Esse cenário manteve a Krug atuante ao longo de 2020 e fez a cervejaria entrar em 2021 com boas perspectivas, principalmente devido à chegada da vacina contra Covid-19. A marca prevê para este ano um novo crescimento de até 50% nas vendas gerais e, para atender à essa expectativa, pretende dobrar a sua capacidade produtiva, passando a fabricar 8 milhões de litros de cerveja até dezembro. Esse projeto de expansão contará com um investimento que chegará a R$ 3 milhões.

O otimismo é explicado pela expectativa de reabertura do comércio após a diminuição da contaminação do vírus e a consequente retomada das atividades normais da sociedade.

Os altos e baixos de 2020

O sócio-proprietário da Krug Bier, Alexandre Bruzzi, lembra que o ano passado havia começado bem e que todos estavam com boas esperanças em relação ao que viria pela frente. Havia planos de continuar fazendo investimentos na fábrica, aumentar a produção e contratar novos funcionários para darem conta das demandas que surgiriam.

“Porém, logo em janeiro, veio a crise causada pela contaminação do rótulo de uma cervejaria mineira, que afetou de forma negativa o setor de cerveja artesanal, pois gerou uma desconfiança das pessoas em relação ao segmento”, afirma.

Segundo ele, foi necessário esclarecer que se tratava de cervejarias diferentes e enfatizar para o público a segurança e a responsabilidade da Krug durante a fabricação de seus produtos. “Felizmente, as pessoas entenderam e, já em fevereiro, tivemos um crescimento de vendas impulsionado pelo Carnaval e diversas festas na cidade, que duraram até o início de março”.

A folia mal havia terminado, quando o Brasil foi posto em lockdown, devido ao aumento de casos de Covid-19. O fechamento do comércio e as medidas de isolamento social pegaram todos de surpresa e geraram grande queda de faturamento em diversos negócios. Bruzzi lembra que os meses de abril, maio e junho foram os piores para a cervejaria, que estava acostumada a vender 70% da sua produção de chopes para bares e restaurantes.

Durante o fechamento desses locais, a alternativa foi aprimorar e fortalecer o e-commerce da marca. A estratégia deu certo. Em 2020, ele se tornou um dos carros-chefes da Krug nas vendas de cervejas em garrafas e em latas e contabilizou ao longo do ano mais de 200 mil acessos únicos e 5 mil compras feitas por clientes localizados em sua maioria na grande Belo Horizonte.

“Os principais itens vendidos foram os kits com várias cervejas. Isso foi ótimo, pois muitos clientes começaram a descobrir outras opções, variar os pedidos e apostar neles até quando faziam compras no supermercado. Os grandes destaques foram rótulos como Krug 20, Áustria Lager, Dry Stout e German Pils de 600 ml (lançada em novembro)”, pontua.

E por falar em supermercados, a venda para esses estabelecimentos aumentou 50% durante a pandemia. “Passamos a abastecer grandes redes para atender os consumidores que preferiam fazer suas compras em lojas físicas para beber em casa”. Bruzzi lembra que outras duas ações também foram importantes para contribuir com a atuação da marca no ano passado.

A cervejaria conquistou 200 novos postos de vendas, dentre bares, restaurantes e lojas automotivas, e ainda abriu um pit stop, na Alameda Oscar Niemeyer (em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte), que desde abril vem conquistando o gosto do público. Esse drive thru serve todos os chopes da marca, de forma ágil e a um preço mais interessante.

Empresa vai retomar investimentos

A provável reabertura de bares e restaurantes recuperou a expectativa de crescimento de todos os setores do comércio. E, na Krug Bier, isso não foi diferente. A ideia é retomar os investimentos que estavam sendo feitos desde 2019.

“Já fizemos uma grande modernização em nossa estrutura e automação, adequamos o layout da cervejaria e integramos o Biergarten (espaço para eventos da marca) à fábrica. Nos últimos dois anos, isso somou um investimento de R$ 3 milhões”, afirmou o sócio-proprietário da Krug Bier, Alexandre Bruzzi.

Em 2021, os sócios da cervejaria planejam investir na empresa mais R$ 3 milhões e já começaram a comprar equipamentos maiores e mais sofisticados para a sua sala de brassagem – onde ocorre o começo da produção das cervejas. Com isso, a previsão é dobrar a produção, passando a fabricar mais de 600 mil litros de cerveja por mês até dezembro.

O objetivo é abastecer bares, restaurantes, festas, formaturas, casamentos e aniversários, que devem voltar com tudo nos próximos meses. Segundo Bruzzi, a estimativa é que a Krug cresça 30% a 50% em relação aos dois últimos anos.

Além de prever produzir maior quantidade de cervejas e chopes, a empresa também contará com algumas novidades. Uma delas é a inauguração de um bar parceiro da cervejaria que venderá todos os rótulos da casa. É o Estação Krug Bier, que ficará localizado na Savassi, e abrirá assim que houver permissão da prefeitura para isso. Outra boa notícia será o lançamento de novos rótulos.

“Estamos preparando algumas boas surpresas para o nosso público e uma delas acaba de chegar ao mercado. É a German Pils na versão long neck. Acreditamos que, neste ano, ela será um dos rótulos mais vendidos. Afinal, desde o lançamento de sua versão em 600 ml, ela já demonstrou uma grande aceitação por parte dos apreciadores de cerveja”, afirma Bruzzi.

Segundo ele, essa é uma cerveja diferenciada, que tem receita exclusiva, pois pertence à família do fundador da marca, Herwig Gangl, e foi trazida da Áustria. Ela é uma cerveja puro malte, de coloração dourada, amargor marcante, tem 5,2% de teor alcoólico e chega ao público em garrafas verdes.

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