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Laboratórios da UFMG vencem edital de PD&I

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#Negócios | Imagem: Pexels / Arte: Will Araújo
#Negócios | Imagem: Pexels / Arte: Will Araújo

Três laboratórios de pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Tesla Engenharia de Potência e o Centro de Tecnologia da Mobilidade (CTM), ambos da Escola de Engenharia, e o Laboratório de Ensaio de Combustíveis (LEC), do Instituto de Ciências Exatas, desenvolveram o Tecnologias aplicadas a Powertrain elétrico e híbrido a biocombustíveis.

O projeto foi selecionado para funcionar como uma das quatros unidades Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação) de desenvolvimento e inovação no setor industrial automobilístico, dentro do Programa Rota 2030, do governo federal. A participação no edital teve apoio do ELO – Escritório de Ligação, estruturado pela Escola de Engenharia e pela Fundação Cristiano Ottoni (FCO).

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As quatro Unidades Embrapii são compostas por grupos de pesquisa ligados a três universidades federais e uma privada e terão, em conjunto, cerca de R$ 12 milhões para investir, durante três anos, em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para atender às demandas do setor automobilístico.

A Unidade Embrapii, integrada pelos três laboratórios da UFMG, tem como responsabilidade o desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar a eficiência de motores a combustão por meio de melhorias nos sistemas existentes, e de promover a eletrificação e o armazenamento de energia aprimorando a qualidade, o desempenho e a adequação de combustíveis.

A gestão dessa unidade ficará a cargo do ELO – Escritório de Ligação e dos coordenadores dos grupos de pesquisa envolvidos, os professores Braz de Jesus Cardoso Filho (Engenharia Elétrica), José Guilherme Coelho Baeta (Engenharia Mecânica) e Vânya Márcia Duarte Pasa (Química). Ao todo, estarão envolvidos com os trabalhos da Unidade, 16 professores pesquisadores diretamente ligados aos laboratórios, além de professores, pesquisadores de pós-graduação e estudantes da graduação bolsistas de iniciação científica. 

O edital prevê ainda que as empresas privadas parceiras investirão o montante equivalente ao disponibilizado pela Embrapii, ou seja, mais R$ 12 milhões direcionados ao trabalho das quatro Unidades Embrapii. Como contrapartida, a Unidade candidata precisou apresentar os resultados de suas pesquisas realizadas para o setor automotivo e como esse poderia ser revertido, financeiramente, o que somou, no caso da Unidade Embrapii da UFMG, cerca de R$ 2,5 milhões entre os anos de 2019 e 2020.

Além dos grupos de pesquisa da UFMG, foram selecionados por meio do edital para integrar as outras três unidades, pesquisadores do ITA (Unidade Embrapii em Tecnologias Aplicadas a Transmissão de Potência do Centro de Competência em Manufatura do Instituto Tecnológico de Aeronáutica), da Poli/USP (Unidade Embrapii em Tecnologias aplicadas a Powertrain da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), e da UCS (Unidade Embrapii em Tecnologias aplicadas à injeção e conformação de componentes veiculares do UCSGrafene da Universidade de Caxias do Sul).

O próximo passo da Unidade Embrapii UFMG será a busca de parceiros junto à indústria automobilística, o que será feito por meio do Escritório ELO, que também atuou na formulação do projeto para concorrer ao edital.

Mediação entre a pesquisa e a indústria – O ELO – Escritório de Ligação foi criado pela Escola de Engenharia da UFMG em 2012 como um projeto cujo objetivo era aproximar os pesquisadores da Universidade à sociedade e à iniciativa privada, contribuindo com o desenvolvimento tecnológico e com soluções inovadores.

Desde então, “o ELO faz a interface entre empresas e órgãos públicos com grupos de pesquisa da UFMG, construídos por docentes, técnico-administrativos em educação e discentes associados a laboratórios da Escola de Engenharia e de outras Unidades. O Escritório ELO reforça a interação da Universidade com o mercado, favorecendo novas parcerias em pesquisa e desenvolvimento e apoiando a captação de novos projetos e a participação em editais de grande vulto como o da Embrapii”, explica o diretor da Escola de Engenharia, professor Cicero Murta Diniz Starling.

Cinco anos depois, em 2017, o Escritório ELO foi reformulado de forma a ter mais alcance por meio de uma gestão profissional que ficou a cargo da Fundação Cristiano Ottoni (FCO).

“A associação do ELO à FCO, entidade de 47 anos cuja história se confunde com a da Escola de Engenharia da UFMG, institucionalizou ainda mais o apoio que a Escola sempre recebeu da Fundação nas atividades de ensino, pesquisa e extensão”, comenta Cicero Starling. Além disso, essa mudança “trouxe mais celeridade à mediação entre a pesquisa e o mercado e maior capacidade de gestão e de formulação de projetos de grande porte, como o das Unidades Embrapii”, ressalta o professor Benjamin Rodrigues de Menezes, coordenador do ELO e também diretor-presidente da FCO.

Nesse caso, o projeto precisou ser elaborado em cerca de um mês para participar do edital, o que não seria possível sem profissionais dedicados ao seu desenvolvimento.

Hoje, segundo Menezes, o ELO – Escritório de Ligação da UFMG tem competência para participar de grandes editais que resultam em aportes de recursos para as pesquisas realizadas na Universidade e seu retorno imediato para a sociedade. “Ao ser gerido pela FCO, o ELO passa a ter uma participação ativa no desenvolvimento e na identificação de projetos, associando a competência dos pesquisadores em suas áreas específicas às necessidades da sociedade e do mercado, além de facilitar a interação com o mercado e apoiar o trabalho dos pesquisadores, inclusive juridicamente”, ressalta o professor.

O ELO – Escritório de Ligação possui um trabalho ativo para identificar e apresentar a infraestrutura dos laboratórios de pesquisa e as competências dos pesquisadores da Universidade às empresas, além de desenvolver um mapeamento voltado para grandes áreas de atuação, de forma transdisciplinar, com apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRPq) e da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG, o que propicia um desenvolvimento integrado e inclusivo de suas atividades.

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