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Negócios

Lojas temporárias testam mercado

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Maria Eduarda (direita) e Luna Halabi revelam: estamos estudando tornar a unidade da Clóh do Boulevard em permanente | Crédito: Divulgação

Datas comemorativas muito significativas para o comércio, como o Dia das Mães, Páscoa e Natal, costumam ser alvo do surgimento de lojas temporárias. Na rua ou nos shopping centers, esses empreendimentos servem não só para aumentar o faturamento de redes estabelecidas, facilitando a chegada do público, como também para testar o lançamento de produtos, marcas, praças e, até mesmo, formatos de negócio.

Em tempos de severa crise econômica é também um jeito de locadores garantirem a ocupação de espaços vagos e, no caso dos shoppings, testarem uma nova composição do mix de lojas.

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E é exatamente dentro desse perfil que está a Sak Modas, que instalou a sua loja temporária no Centerminas, na região Nordeste. A rede conta com lojas permanentes em Uberlândia, no Triângulo; Betim e Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); e mais duas lojas e um outlet na Capital.

De acordo com o sócio da Sak Modas, Samer Kaddoura, a empreitada vale a pena quando o empreendedor já tem estoque e estrutura para montar a nova unidade sem ser obrigado a custos extras além do aluguel.

“A loja temporária é válida quando você já tem a estrutura e a mercadoria. Se fosse para comprar tudo, não valeria a pena. No nosso caso, foi uma oportunidade já que esse ponto estava vago por um curto período. Ele já está contratado por outra marca, mas havia esse lapso de tempo justo no fim de ano. Então foi um bom negócio para nós e para o shopping”, explica Kaddoura.

Para a unidade temporária foram criadas 15 vagas de emprego igualmente temporárias. Já a estrutura de back-office foi mantida a mesma. O mix de produtos é idêntico ao oferecido nas demais lojas. E a experiência já promete render frutos.

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“Estamos monitorando os resultados e acredito que quanto mais próximo do Natal estivermos melhores serão os números. A partir dessa experiência pretendemos ter lojas temporárias de verão no litoral. Guarapari (ES) é o nosso principal objetivo”, anuncia o empresário.

A Sak Modas aposta no formato e instalou sua loja temporária no Centerminas, na região Nordeste | Crédito: Divulgação

De outro lado, tem aqueles que começam temporários, de forma tímida, mas já pensam em se tornar fixos. Com uma boa experiência no mundo virtual, as irmãs e fundadoras da Clóh Rota 411, Maria Eduarda e Luna Halabi, chegaram ainda meio desconfiadas das próprias forças ao Boulevard Shopping (região Leste), em agosto. O contrato, que vai até 31 de dezembro, deve ser estendido.

A marca, que começou na famosa Feira Hippie da avenida Afonso Pena, há sete anos, notabiliza-se pelas mensagens positivas.

“Sempre quisemos fazer algo diferente, conversar com as pessoas positivamente. A marca foi crescendo mais do que imaginávamos até que abrimos um show room. Em 2019 tivemos duas lojas físicas, uma na Savassi (região Centro-Sul) e outra no Vila da Serra (em Nova Lima, na RMBH). Também naquele ano recebemos a visita de um representante de shopping do Rio de Janeiro que disse que a nossa marca tinha muitas chances de dar certo em um mall. Naquele momento era inviável para nós e veio a pandemia. Mesmo com as lojas fechadas, seguimos com o on-line e sobrevivemos. Em 2020 conversamos com o Boulevard, mas achávamos que não seria possível. Como um pequeno negócio, precisamos dar um passo de cada vez. Agora em maio, o Boulevard nos chamou novamente, eles queriam a marca. Consultamos o nosso público sobre o shopping, eles apoiaram e aqui estamos”, relembra Maria Eduarda Halabi.

A Clóh tem o papel de atingir novos públicos, inclusive do interior, já que o centro de compras fica próximo à área hospitalar, que costuma receber pessoas de todas as regiões do Estado. Além disso, é uma oportunidade de atender pessoas que não compram roupas pela internet enquanto não conhecem a marca pessoalmente. A loja da Savassi foi transformada em espaço de produção e a de Nova Lima, fechada.

“Muita gente não compra uma nova marca pela internet sem ter experimentado antes e isso é bastante compreensível. Na loja física a experiência é diferente porque é possível conversar, compreender o propósito da marca. Mas acredito que o que surge a partir da pandemia é um mundo híbrido. Temos clientes que amam o esquema da ‘malinha em casa’, outros, o bazar via Whatsapp. O importante é que a gente consiga alcançar as pessoas e estamos estudando tornar a unidade do Boulevard em permanente, mas continuamos indo aos poucos, avaliando cada passo”, completa a fundadora da Clóh.

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