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Maioria dos buffets infantis encerra as atividades em BH

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A proibição de realizar festas infantis na Capital provoca a extinção de casas especializadas | CRÉDITO: DIVULGAÇÃO

Com as atividades suspensas há quase um ano, o setor de buffet infantil em Belo Horizonte amarga perdas irreparáveis e muitas demissões. 

Para tentar manter os negócios, os empresários já esgotaram as reservas financeiras da própria empresa e partem agora para o patrimônio pessoal. 

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Ainda assim, a estimativa é de que 70% das casas de buffet infantil que funcionavam na capital mineira já tenham fechado as portas de vez.

O impacto é grande também no mercado de trabalho, uma vez que pelo menos 60% do pessoal já foi dispensado. Logo depois das primeiras medidas de distanciamento social anunciadas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em março do ano passado, um grupo com mais de 250 empresas do setor foi criado visando elaborar reivindicações e estratégias conjuntas para o período conturbado. Hoje, eles são apenas 100.

A diretora do Grupo Festejar, que inclui quatro buffets infantis (Faz de Conta, Be Happy, Parabéns e Home Fest), Luciana Santos, que também integra o movimento, conta que o trabalho tem sido constante, na esperança de reavivar o setor. Porém, ela reclama da falta de atenção da prefeitura.

“Precisamos que a PBH deixe de nos enxergar apenas pelo CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Não realizamos grandes eventos. Já apresentamos uma série de protocolos, alteramos várias orientações e condutas que, ou foram negadas, ou nem nos deram retorno”, reclamou.

Enquanto o segmento de buffet infantil não é liberado, os empresários têm esgotado todas as alternativas para manter os negócios. Segundo a empresária, em um primeiro momento, todos recorreram às ajudas governamentais, depois partiram para as reservas financeiras das empresas e agora alguns já recorrem às economias ou bens pessoais.

“Meu custo fixo para uma casa é de R$ 25 mil por mês. Como manter o negócio sem funcionar durante um ano? Não há saída. Se reinventar neste segmento é complicado, pois as festas na casa dos clientes não seguem os protocolos necessários. Quem aceita fazer coloca em risco as pessoas, a própria vida e o próprio negócio. Eu tenho mais de 22 anos no ramo a zelar”, denunciou.

Crédito: JANE VELLOSO FOTOGRAFIAS

Contradição

Para Luciana Santos, a decisão recente de liberação dos playgrounds em bares, restaurantes e shoppings deixa ainda mais evidente a possibilidade de liberação para a atividade de festa e buffet infantil, principalmente a partir dos protocolos propostos pela categoria. 

Os espaços foram autorizados a funcionar desde que sigam as mesmas orientações colocadas aos parques temáticos, incluindo limite de 50% de ocupação, higienização constante, uso de máscara, controle de filas e cuidado com funcionários.

“Nossos espaços são bem amplos e podemos funcionar com um distanciamento de 20 metros quadrados por pessoa. Estamos dispostos a realizar eventos para até 10 convidados. Inicialmente, tínhamos proposto 30, mas o Comitê de Enfrentamento da PBH não aceitou, então reduzimos. Além do mais, festas infantis geralmente incluem apenas familiares e amiguinhos da escola”, argumentou.

Enquanto o segmento não é liberado, os empresários têm esgotado todas as alternativas para manter o CNPJ dos buffets ativo | Crédito: JANE VELLOSO FOTOGRAFIAS

O que diz a PBH

Procurada, a prefeitura informou que um dos riscos de contaminação apontado pelos infectologistas é que durante as festas promovidas em buffets, diferentemente de feiras, bares ou restaurantes.

Há um contato próximo de um grupo relativamente grande de conhecidos no mesmo espaço, diminuindo as chances de distanciamento e de uso de máscaras e aumentando as probabilidades de contágio.

Ainda segundo o Executivo, representantes do setor de buffet infantil estão em constante diálogo com a PBH, na busca pela construção de alternativas e de soluções para minimizar os impactos da pandemia e para uma eventual retomada.

Em nota, a prefeitura afirma que “parte do segmento de eventos chegou a ser retomado em novembro de 2020, porém, com o crescimento recente e recorde de pessoas contaminadas no início de 2021, e as medidas de restrição colocadas, tais atividades ainda não foram incluídas no processo de flexibilização em sua totalidade” 

Ainda de acordo com a PBH, “o retorno tem ocorrido gradativamente com a melhora dos indicadores desde o dia 1º de fevereiro. A prefeitura continua acompanhando os impactos nos indicadores epidemiológicos das últimas flexibilizações para definir sobre avanços no cronograma de reabertura.”

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