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Negócios

Negócios voltados para saúde ganham força

Cenário surgiu pós-pandemia, que despertou nas pessoas o desejo de cuidar melhor do bem-estar físico e emocional

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Agora todos têm medo do adoecimento, diz Melitha Prado | Crédito: divulgação/Novoa Prado Advogados /Carla Formanek
Agora todos têm medo do adoecimento, diz Melitha Prado | Crédito: divulgação/Novoa Prado Advogados /Carla Formanek

As novas formas de relacionamento e consumo criadas e aceleradas pela pandemia nos últimos dois anos impactaram fortemente também o sistema de franchising brasileiro. As franquias, consideradas uma forma de empreender mais segura do que começar um negócio do zero e um modelo eficiente de expansão com parte do capital e do esforço vindo de terceiros, também precisam se adaptar a novos tempos de relações desmaterializadas, home office, ESG, consumo consciente, entre outros pontos.

De acordo com a sócia da Novoa Prado Advogados – banca que atua há mais de 30 anos como especialista em franchising e varejo -, Melitha Novoa Prado, o franqueado que emerge da crise sanitária reflete também um novo trabalhador que já surgia mesmo antes da pandemia.

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“O franqueado quer se juntar a uma marca responsável, que combine com os seus propósitos e o deixe viver de acordo com as suas metas e crenças. As franqueadoras não vão mais poder simplesmente distribuir um manual de boas práticas. Outro ponto importante é a preocupação do franqueador com a saúde da equipe e dos franqueados. Antes era cada um cuidando de si. Agora todos têm medo do adoecimento. A pandemia trouxe uma consciência dos empregadores em relação à saúde dos funcionários. Essa economia do cuidado vai permanecer. Não dá pra deixar de ter um ambiente amigável, saudável sob pena de não ter quem trabalhe pra você”, explica Melitha Prado.

E é dentro desse mesmo contexto que ganham forças os negócios voltados para saúde e bem-estar. Nunca se venderam tantos planos de saúde e vitaminas como atualmente. Após o período de isolamento, a convivência com tantas pessoas doentes e a iminência da morte, despertou-se nas pessoas o desejo de cuidarem melhor da saúde e do bem-estar físico e emocional.

No último levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), comparando o segundo trimestre de 2021 contra o mesmo período de 2019 (antes da pandemia), o crescimento do segmento de saúde, beleza e bem-estar foi de 17,4%, contra a queda do franchising como um todo de 4,6%.

Da mesma forma crescem os negócios sustentáveis. O investimento das marcas em se tornarem cada vez mais sustentáveis e o nascimento de redes que já apostam nesse nicho devem continuar crescendo nos próximos anos.

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“São negócios ligados à reutilização e compartilhamento, negócios com fundo social e tudo o que versa por esse caminho tendem a ser valorizados. O consumidor, a cada dia, opta por empresas ambientalmente responsáveis, e que também prezam pela valorização do ser humano. As ações sociais estão deixando de ser apenas peças de marketing. Hoje as pessoas, especialmente os jovens, estão preocupadas com a procedência dos produtos. Sabemos que se o cidadão não fizer a sua parte, não temos muita perspectiva de qualidade de vida nesse planeta”, afirma a advogada.

Para atender às novas necessidades e exigências de franqueados e consumidores, as marcas também estão buscando diferentes formatos de parcerias que vão das fusões e aquisições, aos modelos de co-branding, store in stores, coabitação, collabs e até inovação aberta.

Segundo a especialista, em 2020, o mercado foi movimentado pela aquisição do grupo Trend Foods, dona da China in Box e Gendai, pelo grupo Trigo, dono do Spoleto. Houve outras aquisições importantes, como a compra da Cão Cidadão pela Petz, demonstrando que as empresas desejam ampliar o portfólio de serviços e marcas oferecidos aos seus clientes.

Por conta das fusões e aquisições, cada vez mais o mercado verá surgir empresas gigantes, que adquirem empresas que garantem qualidade e controle em toda cadeia, tal como aconteceu com a aquisição de importantes empresas de logística por já enormes varejistas. A questão é o quanto esses movimentos podem levar o mercado a uma concentração, diminuindo o número de marcas disponíveis.

Outra vertente de união são as parcerias de marcas em busca de conquistar uma nova fatia de mercado, trabalhar novos clientes, criar promoções conjuntas ou ocupar espaços simultaneamente. As dark kitchens, cozinhas divididas entre várias redes, são um bom exemplo.

“Não há como afirmar ainda se haverá concentração de mercado mas algumas marcas estão com grande dificuldade para sobreviver apenas com o seu portfólio. Há uma necessidade de inovação. A união entre as marcas é uma saída. Em uma época de recessão é difícil sobreviver sozinho. Aí estar com uma parceria, vai ajudar a sobreviver, alcançando novos públicos”, destaca.

E, por fim, quem descobre o franchising como cliente e também canal de expansão são as startups. A partir desse movimento pode surgir um novo modo de operar para todo o mercado. Startups já nascem e tendem à atualização e aderência constante aos novos comportamentos.

Todas essas mudanças devem vir embaladas por uma comunicação cada vez mais gráfica e figurativa e também com palavras de uso comum e que todos consigam compreender. Os contratos de franquia, bem como outros documentos jurídicos, precisam ser entendidos pelas partes, para que sejam consultados o tempo todo. E o entendimento faz parte da segurança jurídica e evita a judicialização dos possíveis conflitos.

“As startups estão entendendo o franchising como uma boa forma de crescer, seja prestando serviços para as franqueadoras, especialmente no que diz respeito à gestão, ou utilizando o modelo para a própria expansão. A startup quer escalar rápido e essa é a essência do franchising”, completa a sócia da Novoa Prado Advogados.

Ortoplan muda marca para Odontolatina

Uma mudança completa já está em curso na rede de franquias Ortoplan. A marca fundada em 1998, em Foz do Iguaçu (PR), pelos odontólogos Faisal Ismail e Alessandro Schwertner, anuncia o início de um processo importante de branding e passará a se chamar Odontolatina.

De acordo com Ismail, a mudança da marca inaugura um novo momento para a Odontolatina, que passou por uma importante e profunda revisão. “Queremos uma marca forte, que tenha uma comunicação simples e fácil em todos os países da América Latina, que fazem parte dos nossos planos de expansão. Já temos experiência com franquias no Paraguai e queremos avançar por outros países, além de sedimentar nossa atuação por todo o Brasil”, explica o executivo.

Faisal Ismail detalha que sob a marca Odontolatina, a rede, atualmente composta por 25 clínicas no Brasil e cinco no Paraguai, deve seguir atendendo todas as especialidades da odontologia, porém com ênfase na frente estética. “Nosso desejo é oferecer uma experiência especial e completa às pessoas para transformar sonhos em realidade. Todos queremos um mundo com mais sorrisos e acreditamos que essa vontade pode se tornar realidade ao colocar nosso cliente como prioridade, trabalhando constantemente a inovação dos tratamentos e do atendimento”, conta.

Ismail e Schwertner afirmam que todo o processo de mudança da marca, que envolve uma série de ações, desde a troca de fachada das clínicas, uniformes e outros materiais exigiu um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões. A alteração de bandeira deve acontecer em um período de 2 a 3 anos e um plano estratégico será definido individualmente com cada franqueado para que a transição aconteça de forma tranquila. “Estamos trabalhando uma ação inédita no franchising para que essa migração ocorra. Nossos franqueados terão 50% do valor investido no processo descontado dos royalties mensais”, revelam os sócios.

Outras novidades da rede para os franqueados são: a ampliação da plataforma de EAD, chamada Escola Odontolatina, para realização de treinamentos diversos; além do desenvolvimento de uma Dental própria para a rede, que viabilizará a compra de insumos com valores muito mais atrativos para cada uma das unidades e, consequentemente, um menor custo para operação das clínicas.

A Odontolatina também entra em operação com novos sócios na franqueadora. Trata-se da empresa 300 Franchising, aceleradora de franquias criada pelos irmãos Leonardo e Leandro Castelo. Todo o plano de crescimento da rede, bem como o departamento jurídico, fica sob responsabilidade da aceleradora.

Segundo Ismail, os planos iniciais indicam que a Odontolatina chegará à marca de 300 franquias até o final de 2024. Serão priorizadas cidades com mais de 10 mil habitantes e trabalhados dois modelos de negócios: a Franquia Plus (cujas clínicas terão mais de duas cadeiras odontológicas) e a Franquia Conversão (modelo que abre uma interessante oportunidade de negócios para dentistas e investidores). Os investimentos para abertura de uma clínica da marca partem de R$ 75 mil e o retorno do investimento acontece em até 24 meses. “O franqueado poderá definir, junto com a franqueadora, a quantidade de cadeiras de atendimento que sua franquia terá e isso determinará o volume de investimento a ser realizado e, consequentemente, o faturamento da unidade”, finaliza o fundador da Odontolatina, Faisal Ismail.

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