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Pandemia afetou mais mães empreendedoras

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Isabela Rocha começou a produzir porta-guardanapos e a desenvolver mesas temáticas | Crédito: Divulgação / SEBRAE MINAS

A pandemia impactou em cheio a rotina das mães empreendedoras. A sobrecarga com os afazeres domésticos levou 33% das mulheres com filhos a reduzirem o tempo dedicado aos negócios, contra 24% dos pais. As mulheres com filhos pequenos, de até 10 anos, foram as mais impactadas, já que metade delas reduziu sua jornada de trabalho por causa dos cuidados dedicados aos filhos e à casa.

A mesma proporção de mulheres, 3 em cada 10, gasta mais de três horas por dia nas tarefas do lar e nos cuidados com os filhos, enquanto apenas 16% dos homens vivem a mesma realidade. No caso de mães de filhos pequenos, a maioria (54%) enfrentam a mesma situação.

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É o que mostra o estudo feito pelo Sebrae Minas para identificar relações entre maternidade, paternidade e empreendedorismo, além de outros fatores que impactam nas escolhas, rotinas de trabalho e comportamentos dos empreendedores. O levantamento ouviu 1.327 empreendedores, entre os dias 5 e 15 de abril.

“O estudo confirma a percepção de que as mulheres ainda são as que se ocupam mais dos afazeres domésticos e dos cuidados com os filhos. E a pandemia agravou ainda mais essa realidade, levando muitas a abdicarem parcial ou totalmente dos seus negócios, para dar maior assistência aos filhos”, explica a analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae e responsável pela pesquisa, Paola La Guardia.

Segundo o levantamento, a maternidade foi um fator relevante para 7 em cada 10 mães que decidiram empreender. Já entre os homens, a paternidade motivou 6 em cada 10 a terem o próprio negócio. Ter filhos também foi apontado como um fator importante de estímulo e superação das dificuldades, tanto pelos homens (28%) quanto pelas mulheres (22%).

A possibilidade de ter mais independência e um horário de trabalho mais flexível é o principal benefício percebido pelas mães empreendedoras (33%), contra 19% dos pais. Ainda entre as principais motivações para empreender, o desejo de ter uma fonte de renda que proporcionasse maior qualidade de vida à família incentivou 31% das mães e 40% dos pais a terem o próprio negócio.

Além dos empreendedores com filhos pequenos e, especialmente, as mulheres, negros, donos de negócios de menor porte e aqueles que não possuem nível superior de ensino sentiram mais os impactos da pandemia.

Quase 40% dos empreendedores com filhos pequenos reduziram o tempo dedicado aos negócios durante a pandemia, enquanto isso foi realidade para somente 17% de pais ou mães sem filhos. Entre aqueles que têm filhos em qualquer idade, essa situação foi de 33% para as mulheres (contra 24% dos pais), 31% dos MEI (contra 24% e 19% para donos de micro e pequenas empresas, respectivamente), 30% para aqueles sem nível superior de ensino (contra 24% daqueles com nível superior) e 29% dos negros (contra 24% dos brancos).

Desafios: conciliar faculdade, trabalho e uma filha pequena

As funções de mãe, a faculdade, o trabalho e a casa não desanimaram Isabela Rocha a assumir, em meio à pandemia, mais um novo desafio: o de empreender. Administradora, especializada em gerenciamento de projetos, e estudante de Psicologia, Isabela Rocha teve seu estágio interrompido por conta do isolamento social.

Com a suspensão das aulas presenciais, ela teve que se dedicar em tempo integral à filha de seis anos. Foi quando teve a ideia de iniciar um negócio. Como sempre gostou de cozinhar, receber e preparar mesas, decidiu unir esse hobby à habilidade artesanal. Começou então a produzir porta-guardanapos e a desenvolver mesas temáticas, que divulga em seu Instagram.

“Sempre trabalhei fora de casa em período integral e, como gosto de artesanato, criei o Instagram de Mesa Posta”, lembra. A decisão de empreender não foi simples, já que conciliar a rotina doméstica e o dia a dia do negócio exige muito trabalho. Segundo Isabela Rocha, um dos maiores desafios nesse período tem sido o de acompanhar a filha que está em fase de alfabetização nas aulas on-line, sem ter conhecimento específico para isso.

“Não é pensar em atividades criativas com espaço físico restrito para uma criança, ainda mais morando em um apartamento. Tenho que conciliar uma faculdade de Psicologia com uma criança de 6 anos demandando o tempo inteiro de atenção e em meio a um cenário de pandemia. Essa tem sido a minha batalha nessa jornada de empreendedora e mãe”.

“Ser exemplo para a minha filha” – Assim como a maternidade, empreender é um desafio. É uma forma de mostrar o valor da persistência e a coragem para não desistir de uma ideia. Para a Isabela Rocha, empreender também é um meio de mostrar para a sua filha a força de correr atrás daquilo em que se acredita.

“O que acho mais vantajoso ao empreender, ainda mais em casa, é mostrar para minha filha, que tem 6 anos, o valor do trabalho, além de ser um exemplo real. Tanto que ela também começou um negócio e faz pulseiras para vender. No Natal do ano passado, vendeu aproximadamente R$ 500. E isso é importante para que ela entenda sobre finanças, independência e valor das horas de trabalho a que se dedica”, orgulha-se a microempreendedora individual (MEI).

A busca por capacitação também faz parte da trajetória de Isabela Rocha, que já participou de alguns cursos e solicitou o serviço de consultoria no Sebrae Minas. “No dia 8 de maio, completo um ano nesse novo negócio, que começou com minhas mesas de dia a dia e hoje alegra as mesas de muitas pessoas.”

Isabela Rocha também desenvolve alguns produtos sociais, com parte da venda repassada para uma instituição – a Casa Madre Teresa, que ajuda mulheres em situação de rua.

Maternidade VS Paternidade
Precisou reduzir o tempo dedicado ao negócio por conta da sobrecarga de trabalho em casa e com os filhos 
• 33% das mães
• 24% dos pais
 
Ter filhos foi determinante na decisão de empreender 
• 71% das mulheres
• 62% dos homens
 
A maternidade/paternidade a (o) motivou a empreender pelas seguintes motivações:
Pela possibilidade de ter maior independência e um horário de trabalho mais flexível 
• 33% das mulheres
• 19% dos homens
 
Pela necessidade de obter uma renda maior e proporcionar mais qualidade de vida à família 
• 40% dos homens
• 31% das mulheres
 
Porque ter filhos o encorajou/inspirou a superar os obstáculos 
• 28% dos homens
• 22% das mulheres
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