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Pesquisa aponta compras corporativas que geram impacto social

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Crédito: Divulgação

A Acumen, fundo de investimento de impacto sem fins lucrativos, anunciou o lançamento do novo relatório ” Corporate-Ready: How Corporations and Social Enterprises Do Business Together to Drive Impact”, que fornece recomendações de como as empresas podem usar seus recursos da área de compras – estimados em US$ 13 trilhões globalmente – para priorizarem a aquisição de produtos e serviços de empresas sociais e avançar seus compromissos ambientais e sociais. Em parceria com a IKEA Social Entrepreneurship, a pesquisa foi feita por meio de dados coletados com mais de 150 empresas orientadas para o impacto social em todo o mundo.

“A Acumen tem apoiado as empresas sociais por duas décadas devido à sua capacidade de enfrentar os maiores desafios do mundo. Mas, esta pesquisa nos mostrou como o sucesso das empresas sociais e das corporações estão interligados”, disse Yasmina Zaidman, Diretora de Parcerias da Acumen.

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“Esses negócios de impacto social estão ajudando as empresas a resolver os desafios dos negócios, ao mesmo tempo que impulsionam um grande progresso em suas metas de sustentabilidade e inclusão”, complementa a executiva.

A pandemia COVID-19 despertou grande atenção no mundo corporativo sobre a importância da diversidade da cadeia de suprimentos e canalização de capital para comunidades carentes. O relatório, que inclui uma lista de 100 exemplos de parcerias de negócios entre corporações e empresas sociais, revela como essas empresas atendem às necessidades dos clientes corporativos, oferecendo diferenciação de produtos, redução de custos ou aumento de eficiência. Além de ofertar mais empregos e melhores meios de subsistência para grupos vulneráveis.

Um exemplo é a parceria entre a Ambev e a startup brasileira Green Mining que permitiu que a companhia aumentasse o volume de reciclagem de suas embalagens com rastreabilidade. Ao contratar ex-catadores, a startup traz a consciência social de que é fundamental respeitar as pessoas envolvidas na cadeia de suprimentos.

“Grandes empresas precisam de transparência e rastreabilidade para garantir que não há trabalho infantil ou exploração humana quando compram seus recicláveis para incorporar em suas embalagens” afirma Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining. “Temos orgulho em já ter tirado do meio ambiente mais de 2 mil toneladas de embalagens para grandes empresas como Ambev, Unilever, Ibema, AkzoNobel e Natura”, diz Rodrigo.

Para a Diretora de Sustentabilidade da Ambev, Carolina Pecorari, “apostamos na logística reversa para gerar oportunidades e, ao mesmo tempo, alcançar compromissos ambientais, pensando no presente e futuro do planeta. Temos metas ambiciosas voltadas à gestão de água, ação climática, agricultura sustentável e embalagem circular para serem atingidas até 2025. No Brasil, fomos além e a Ambev assumiu também o compromisso de zerar a poluição plástica de suas embalagens até 2025. Junto com parceiros, estamos avançando com resultados sólidos e reconhecimentos como esse mostram que estamos no caminho certo”.

O relatório define uma empresa social como uma empresa geradora de receita com uma finalidade social em seu núcleo. “A IKEA Social Entrepreneurship escolheu apoiar esta pesquisa para entender e compartilhar melhor como as corporações e empresas sociais estão fazendo negócios juntas”, disse Åsa Skogström Feldt, Diretora-geral da IKEA Social Entrepreneurship BV. “Ainda há muitos obstáculos identificados pela pesquisa, mas também muitos exemplos de soluções e sucessos. Esperamos que os insights e os casos inspiradores abram oportunidades para muitos e diferentes tipos de parcerias, aumentando, em última análise, o apoio às pessoas que mais precisam”.

Esta pesquisa foi apoiada pela SAP, Ernst & Young LLP, Autodesk Foundation, Solidaridad, Porticus, Argidius e 60 Decibels, e desenvolvida com o apoio do Fórum Econômico Mundial COVID Response Alliance for Social Entrepreneurs – uma rede de mais de 85 organizações de apoio ao ecossistema da empresa social.

Confira um resumo das principais descobertas do relatório:

1. Existem empresas sociais prontas para se relacionar com corporações em todos os setores e em todos os cantos do globo.

•Empresas sociais de 43 países responderam à pesquisa e mais da metade dos entrevistados vendem para empresas há mais de três anos.
•Mais de dois terços (72%) dos entrevistados, têm cinco ou mais clientes corporativos.
•Mais de 30% das empresas sociais pesquisadas tiveram receitas anuais acima de US$ 1 milhão, com 50% ou mais dessas receitas provenientes de clientes corporativos.

2. As empresas sociais têm um impacto social significativo alinhado com os ODS da ONU.

•75% das empresas sociais pesquisadas vinculam suas métricas de impacto aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
•Pobreza, igualdade de gênero e trabalho digno são as principais áreas de enfoque.
•A medição do impacto social fornece evidências concretas de progresso nos principais indicadores sociais e ambientais corporativos. Um terço das empresas pesquisadas mede seu impacto todos os anos, com mais da metade medindo o impacto com mais frequência. 36% têm evidências quantificáveis de impacto de terceiros.

3. As empresas sociais ainda enfrentam desafios. Mas são solucionáveis.

•77% das empresas sociais têm desafios relacionados às suas parcerias corporativas, especialmente em concordar com preços e prazos de pagamento/entrega. Muito pouco dos desafios relatados relacionados à qualidade ou conformidade do produto.
•As empresas estão lidando com as barreiras pagando antecipadamente, apoiando aceleradores de desenvolvimento de capacidade e fornecendo acesso à experiência interna.

Além disso, um relatório complementar, The Social Procurement Manual, publicado pela Yunus Social Business, fornece orientação valiosa para empresas que desejam compreender as barreiras estruturais dentro de suas instituições e aproveitar esta oportunidade.

Para conferir a lista das 100 empresas sociais, acesse o link

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