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Biomm atinge receita líquida de R$ 58,6 mi

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A receita líquida da Biomm, pioneira na produção brasileira de insulinas, apresentou desempenho 5,5 vezes maior em 2020 | Crédito: Divulgação

A Biomm, localizada na cidade de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), reportou prejuízo consolidado de R$ 70,767 milhões em 2020. O resultado significa alta de 27% sobre o prejuízo de 2019, que havia sido de R$ 55,812 milhões. Já em receita líquida, a empresa – pioneira na produção brasileira de insulinas, apresentou desempenho 5,5 vezes maior, totalizando R$ 58,6 milhões no ano que passou.

O lucro bruto da companhia passou de R$ 521 mil em 2019 para R$ 13,9 milhões em 2020, enquanto o endividamento líquido caiu 12,8%, de R$ 35,7 milhões, em 2019, para R$ 31,1 milhões, no ano passado. Já o Ebtida (lucro líquido antes do Imposto de Renda, contribuição social, despesas financeiras líquidas, despesas de depreciação e amortização)  consolidado foi negativo em R$ 45,080 milhões em 2020 contra R$ 47,994 milhões em 2019, apresentando uma elevação de 6% entre os períodos.

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Conforme a Biomm, o expressivo aumento das receitas se deve ao início da comercialização de medicamentos a partir de novembro de 2019, com o início das vendas do Herzuma, medicamento oncológico usado no tratamento do câncer de mama.

“Foi um ano muito importante, pois, de fato, entramos no mercado e tivemos um ano completo de trabalho de vendas deste medicamento, bem como a ampliação do nosso portfólio”, afirmou a diretora Financeira e de Relações com Investidores da Biomm, Mirna Santiago Vieira.

No ano passado, a empresa também teve despesas regulatórias de licenciamentos de medicamentos. Estes investimentos resultaram no aumento das despesas operacionais, (R$ 69,5 milhões em 2020 ante R$ 53,1 milhões em 2019, o que representa um aumento de 31%) o que permitiu aumento de 556% nas vendas.

Além disso, também no ano passado, a Biomm entrou de vez no mercado de insulinas, com a comercialização do Wosulin, insulina humana, e da inalável Afrezza. Assim, o market share da produtora de biomedicamentos chegou a 11% e a 3,3% para a linha de produtos Herzuma e Wosulin, respectivamente.

Já o capex da companhia no ano passado foi de R$ 40,4 milhões contra cerca de R$ 30 milhões em 2019.

Mirna Vieira: iniciamos os trabalhos com a insulina Glargina | Crédito: Divulgação

Planos da Biomm para 2021

Para 2021 as expectativas são grandes. Conforme a diretora, serão realizados aportes na parte de licenciamentos de marcas e patentes de medicamentos e no processo de adequação da planta industrial para aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outros órgãos reguladores com o objetivo de ter em seu portfólio medicamentos de fabricação própria. Além disso, em março a empresa iniciou os trabalhos com a insulina Glargina e vai seguir trabalhando para a expansão do portfólio no decorrer do exercício.

Neste sentido, ela destacou o sucesso da capitalização realizada pela empresa no final do ano passado, que permitirá seguir com o processo de expansão do portfólio com a entrada da Glargina e a validação da fábrica de Nova Lima. “A planta foi projetada e construída com o objetivo de independência produtiva para a fabricação de análogos de insulina e outros medicamentos biológicos no País. A unidade industrial é faseada e modular. Isso permite a comercialização de produtos adquiridos de terceiros, enquanto, paralelamente, a fábrica é construída e validada”, explicou.

Segundo Mirna Santiago, o processo de validação de biotecnológicos no Brasil não é simples e as exigências regulatórias levam tempo. Em 2020 foram investidos R$ 1,805 milhão contra R$ 8,691 milhão em 2019 em seu ativo imobilizado, sendo que, deste total, R$ 15 mil foram direitos de uso por meio de contratos de arrendamento. “A unidade fabril encontra-se substancialmente finalizada. Para que as atividades de fabricação do produto acabado sejam iniciadas, faz-se necessário o prosseguimento de sua validação e certificação junto à Anvisa, o que se encontra em andamento”.

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