Com mecanização florestal, Reflorestar projeta alta de 10% no faturamento em 2026
A Reflorestar Soluções Florestais, empresa especializada em soluções 100% mecanizadas para silvicultura, colheita e carregamento de madeira, com sede em Turmalina, na região do Jequitinhonha, estima elevar o faturamento em 10% ao longo de 2026, frente a 2025. A alta será impulsionada pela conquista de novas operações e pela consolidação dos investimentos feitos no último ano, que somaram cerca de R$ 41 milhões e foram voltados para a modernização da frota de máquinas.
Oferecendo soluções inovadoras e fundamentais para a competitividade do setor florestal, a Reflorestar avalia o mercado de Minas Gerais como promissor, com destaque para a demanda vinda da silvicultura, que está passando por um processo de mecanização.
Conforme o diretor florestal da Reflorestar, Igor Souza, as expectativas para o ano são positivas. Somente nos primeiros três meses de 2025, o faturamento da empresa cresceu 16% frente a igual intervalo do ano passado. Houve, ainda, a confirmação de contratos para novas operações, e há projetos em negociação que, se concretizados, irão demandar mais investimentos e auxiliar no crescimento dos resultados.
No que se refere aos novos contratos, a Reflorestar iniciou duas operações em Minas Gerais, ampliando a presença em um dos mercados florestais mais estratégicos do País. As novas frentes estão localizadas em Bom Jardim de Minas, na região Sul, e em Conceição do Mato Dentro, na região Central do Estado.
Os contratos são voltados ao atendimento da cadeia da siderurgia, com atividades de derrubada, arraste e traçamento no sistema full tree, utilizando equipamentos como feller buncher, skidder e garra traçadora. Para atender às duas operações, a empresa mobilizou inicialmente 25 profissionais.
“Os novos contratos são de colheita não convencional, porque eles têm como diferencial áreas com inclinação. Historicamente, no Brasil, essas áreas eram, muitas vezes, colhidas com motosserra. A Reflorestar, ao longo do tempo, se desenvolveu muito nesse tipo de terreno. Hoje, temos máquinas nesses novos projetos que fazem a colheita em terrenos com inclinação próxima a 18 graus, com total segurança”.
Ainda segundo Souza, a mecanização das áreas é importante para ampliar a competitividade das empresas, uma vez que os trabalhos são feitos de forma mais eficiente, além de gerar melhores condições de trabalho, tanto em operações mais seguras quanto na geração de maior renda para o colaborador.
A Reflorestar tem avançado nas colheitas em áreas inclinadas, com projetos adaptados à demanda de cada cliente. A empresa faz um planejamento detalhado, com presença permanente em campo, soluções calibradas para cada área e forte integração com as equipes operacionais. Com isso, a estratégia já é aplicada em diferentes frentes de operação. No Sul de Minas, por exemplo, a empresa realiza colheita em áreas com inclinação de até 25 graus. No Vale do Paraíba, em São Paulo, conduz operações de roçada mecanizada em terrenos que chegam a 40 graus.
Além de atender ao mercado de Minas Gerais, Estado que concentra cerca de 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas, equivalente a 25% da área total de plantações florestais do Brasil, a Reflorestar também atua na Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com foco nos setores de siderurgia e celulose.
“Hoje, o mercado de Minas Gerais é promissor, especialmente na silvicultura, que está passando por um processo de mecanização. Mas a colheita de madeira em Minas Gerais está mais estável, com as empresas de siderurgia priorizando operações próprias e terceirizando apenas para demandas esporádicas ou aumento de volume. A expansão da silvicultura também tem acontecido em São Paulo e Mato Grosso do Sul, impulsionada por novos investimentos em fábricas de celulose”.
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