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Capazes de reunir pessoas de todas as idades à sua volta, entretidas por horas, os jogos de tabuleiro atravessaram séculos de existência, mas pareceram entrar em decadência com o avanço das tecnologias.

A história, porém, não é bem essa. A exemplo do vinil, que tinha sido abandonado como mídia e ressurgiu pelas mãos de jovens apaixonados pelas “bolachas”, os tabuleiros também têm sua turma de admiradores e giram uma poderosa indústria no mundo.

No Brasil, apesar de ainda identificados como brinquedos infantis ou ligados à cultura nerd, eles também têm evoluído. O fenômeno vem sendo chamado de forma bem-humorada de “a revanche do analógico”.

Diante dessa onda, o programador e designer de games, Wyllian Hossein, criou em Porto Alegre (RS) a Lends Club. A casa funciona como espaço para entretenimento por meio de jogos de tabuleiro e oferece uma opção de bar e café temático aos frequentadores.

A Lends Club também disponibiliza um sistema de associação, que permite ao sócio jogar sem limites durante 30 dias, alugar jogos e fazer parte de um clube de descontos.

Depois de uma primeira unidade franqueada em Santa Maria, também no Rio Grande do Sul, a empresa abre seu plano de expansão nacional. Até abril, serão abertas unidades em Curitiba (PR) e Recife (PE). Os esforços agora se voltam para as capitais da região Sudeste.

“A Lends surgiu em 2013, prestando serviços de gamificação para empresas e também a tabuleria. Em 2014, começou o club e, dois anos depois, vimos que o modelo era replicável. Buscamos ajuda do Sebrae-RS e formatamos o modelo de franquia. Em 2017, desenhou o mapa de expansão pelo Sul e agora abriu para o Brasil”, relembra Hossein.

Para a abertura da loja física são procuradas cidades com mais de 200 mil habitantes e/ou com grande presença de universitários. O investimento médio estimado é de R$ 113 mil. Praças menores são indicadas para o modelo home based.

Nele, o franqueado leva os jogos até o cliente, que pode ser um evento corporativo, uma ação motivacional ou de treinamento, uma festa ou um bar que queira promover um campeonato, por exemplo. Nesse caso, o investimento é de R$ 25 mil.

Na loja estão disponíveis mais de 100 jogos. Dos clássicos nacionais dos anos de 1970 e 1980, até os mais recentes lançamentos europeus. A casa oferece mentores – como um sommelier – que indicam jogos e explicam as regras de maneira clara e objetiva, permitindo que as pessoas comecem a jogar rapidamente sem precisar ler o manual ou necessariamente ir com alguém que já saiba jogar. A ideia é que os frequentadores possam jogar seus preferidos e também conhecer outras opções. Assim, mesmo quem vai sozinho pode encontrar a “sua turma” e se divertir.

“Temos vários ambientes, assim a turma que vibra mais não incomoda aqueles que precisam de maior concentração e todo mundo joga e fica feliz. Não somos um bar que, por acaso, tem alguns tabuleiros. O coração do nosso negócio está nos jogos. Temos a missão de disseminar essa cultura que já está crescendo no Brasil. Em Minas, mesmo, temos editoras e designers que se dedicam a esse segmento”, pontua o criador da Lends Club.