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Inovação Negócios
Orçado em R$ 4,13 mi, divididos entre os partícipes, o projeto agora passa por uma etapa burocrática de ajustes de documentação. Crédito: Inatel - cicct

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) habilitou o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, para a execução de um projeto-piloto para fazer do município uma cidade inteligente. O projeto será conduzido em parceria com a prefeitura municipal, com as empresas Ericsson e TIM, e com as startups Pixel, Das Coisas, Fractum e Laager Inovações.


Orçado em R$ 4,13 milhões, divididos entre os partícipes, o projeto agora passa por uma etapa burocrática de ajustes de documentação. A expectativa é de que até o fim do semestre os recursos tenham sido liberados para que a implantação comece ainda neste ano. Além de Santa Rita do Sapucaí, o projeto será desenvolvido em Caxambu, também no Sul de Minas, e em Piraí, no estado do Rio de Janeiro.

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De acordo com o gerente de Desenvolvimento de Negócios do Inatel, Leandro Guerzoni, a proposta foi uma das cinco entre 23 apresentadas. “As cidades fazem parte porque já têm um relacionamento anterior com o Inatel na construção do projeto Smart Campus, em 2016. É bom perceber que essas cidades têm uma visão de futuro muito interessante. Muitas vezes é difícil para as pequenas cidades investirem em tecnologia e projetos de longo prazo”, destaca Guerzoni.


O projeto prevê a implantação de soluções inteligentes para iluminação, segurança e rastreamento de veículos, dentro do contexto de Internet das Coisas. Após a liberação dos recursos, a instituição terá 24 meses para disponibilizar as aplicações.


“O projeto não foi concebido dentro de uma sala. Ouvimos os secretários e a população para entender suas reais necessidades. Isso faz muita diferença para que a proposta seja realmente útil para as pessoas. Existem muitos projetos que partem da solução para depois buscarem o problema. A tecnologia tem que ser uma ferramenta, um meio para melhorar a vida das pessoas. Dois pontos principais foram levantados nessas entrevistas: segurança pública e otimização dos recursos municipais”, afirma.


Cada um das empresas envolvidas vai participar dentro da sua expertise. O primeiro passo será conectar postes da cidade para criar uma rede cobrindo parte do município. Serão 600 postes, divididos em quatro lotes de 150. Com isso, será possível habilitar os serviços inteligentes de iluminação. Na sequência, serão instaladas câmeras de segurança. Com o ambiente preparado, depois será possível implantar outras tecnologias, como soluções de identificação facial, estacionamento inteligente, por exemplo.


“Esse é o grande momento desse projeto: promover a interoperabilidade das tecnologias. Quando um sistema consegue gerar valor para outra aplicação entramos no mundo da internet das coisas (IoT) e, então, estamos otimizando os recursos. Isso acontece, por exemplo, quando um sensor de estampilho faz com que as câmeras, a iluminação e a polícia se voltem para aquele ponto imediatamente”, explica o gerente de Desenvolvimento de Negócios do Inatel.

Oportunidade – As startups participantes terão ao participarem do projeto uma vitrine para seus produtos e serviços. Segundo o sócio da Das Coisas, Victor Fernandes, a empresa vai participar fornecendo o sistema de gestão de iluminação pública.


A Das Coisas é uma empresa incubada no Inatel e oferece soluções completas para o desenvolvimento de produtos na área de smart cities. A empresa trabalha desde a análise de requisitos até o estágio final de produção. A equipe Das Coisas possui membros com conhecimento específico em software, hardware e gerenciamento de projetos.


“A abordagem adotada é para habilitar as estruturas para diversas aplicações, fazendo as tecnologias conversarem e continuarem operando independentemente da rede principal e uma das outras. Esse é o grande desafio da IoT. Aqui é a nossa casa, então é uma satisfação expandir o projeto do Smart Campus para a cidade e fazer com que as pessoas possam ter mais qualidade de vida nela. A cidade vira um grande laboratório e uma grande vitrine para as empresas que estão aqui”, pontua Fernandes.


Além de beneficiar, de maneira direta, comercialmente as empresas o projeto é, também, uma oportunidade para que o conhecimento desenvolvido no País seja conhecido pelo mundo e gere divisas futuras.

“Essa é uma das raras oportunidades – em que pode ser inserido também as pesquisas sobre 5G – em que temos condições de correr ‘cabeça a cabeça’ com o que acontece no mundo. Estamos criando o nosso jeito de fazer. Criar tecnologia é determinante para o crescimento econômico e social de qualquer país. Fazer isso no Brasil não é fácil e precisa se tornar público”, completa o professor.

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