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Sem verba federal, Santa Casa BH sobrevive com mobilização social

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A situação financeira da Santa Casa BH foi impactada pela pandemia da Covid-19 | CRÉDITO: ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

Desde a criação no Antigo Regime no Império Português até os dias atuais, as Santas Casas são o porto onde os mais carentes buscam socorro para doenças e dores. Na Capital, há 121 anos, o tradicional hospital da Santa Casa BH (SCBH), instalado no bairro Santa Efigênia (região Leste), cresceu e se transformou em um dos mais importantes grupos de saúde do País. Em 2020, porém, a Covid-19 impôs uma drástica mudança no dia a dia da instituição, que agora precisa de socorro.

De acordo com o diretor de Gestão Corporativa e Relações Institucionais do Grupo Santa Casa BH, Gonçalo de Abreu Barbosa, em 2020 a sociedade se mobilizou para ajudar. Além das doações de empresas e pessoas-físicas, a Santa Casa contou com emendas parlamentares e repasses diretos da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e do governo do Estado.

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Como o orçamento federal foi votado apenas em março pelo Congresso, recursos diretos, via Ministério da Saúde, não chegaram e emendas parlamentares  não puderam ser destinadas ao Grupo.

“Fizemos muitas mudanças e ainda vamos fazer mais pra não deixar ninguém sem atendimento, mas a conta chega. Até o fim do ano passado, tivemos muita ajuda, mas em 2021 isso parou. Já acumulamos déficit de R$ 10 milhões, em janeiro; R$ 6,5 milhões, em fevereiro; outros R$ 10 milhões, em março e; em abril, devemos repetir o resultado do mês passado”, explica Barbosa.

Estou renegociando as dívidas com os bancos, revela Barbosa | Crédito: Divulgação

O hospital foi, praticamente, dividido em dois – um para doenças respiratórias e, outro, um hospital geral. Isso mudou totalmente o fluxo e as necessidades da Santa Casa. Andares inteiros foram transformados em exclusivos para Covid-19 e alas de enfermaria em UTIs (unidades de terapia intensiva). Hoje, são 236 leitos de enfermaria e 146 leitos de UTI exclusivos para atender pacientes com Covid-19, encaminhados pela regulação da Prefeitura.

A Santa Casa BH não deixou de atender pacientes com outras doenças e fazer procedimentos complexos no período, inclusive tratamentos oncológicos e transplantes, vindos, até, de outros estados.

Custos em disparada

Para cumprir a decisão de não deixar ninguém sem atendimento, além de converter leitos e mudar todo o fluxo de pacientes dentro da instituição, a Santa Casa BH precisou contratar. O quadro de funcionários cresceu 11,4%, passando de 5 mil para 5,7 mil, ganhando profissionais mais especializados, portanto, com maior remuneração.

Ao mesmo tempo, os preços de insumos – medicamentos e equipamentos – boa parte deles cotada em dólar – também disparou. Itens básicos já custam 500% mais que no tempo pré-pandemia. Alguns chegam a custar 1.000% a mais.

E, para tornar o quadro ainda mais desesperador, os procedimentos médicos estão se tornando mais complexos e longos no decorrer da pandemia. A média de dias internado em UTI dos pacientes com Covid-19 já passou de 15 para 22 dias entre dezembro do ano passado e março de 2021. Tudo isso, claro, também eleva os custos.

“Clamamos por qualquer tipo de ajuda, de qualquer valor. Basta entrar no site e escolher a melhor forma de doar. Resolvemos que íamos atender a todos sem medir os custos, mas temos que pagar as contas. Assim como para os pequenos empresários, as linhas de crédito emergenciais também não chegaram para as santas casas. Estou, como de costume, renegociando as nossas dívidas com os bancos. Nem mesmo nesse período houve um alívio nos juros e esse é um negócio sem riscos para eles, pois os valores são cobrados diretamente do governo federal que primeiro paga os bancos antes de nos enviar os recursos. É como um consignado gigante”, reclama o diretor de Gestão Corporativa e Relações Institucionais do Grupo Santa Casa BH.

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