TIM prevê ampliar em ao menos 34% rede de pontos hub em Minas

Operadora tem 82 estabelecimentos parceiros no Estado e pretende credenciar pelo menos outros 28 ao longo do ano, com atenção especial ao interior
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TIM prevê ampliar em ao menos 34% rede de pontos hub em Minas
Foto: Reprodução Adobe Stock

A TIM pretende ampliar em pelo menos 34% a rede de estabelecimentos parceiros do modelo hub em Minas Gerais ao longo deste ano. Atualmente, são 82 pontos de venda integrados à iniciativa no Estado e a meta é credenciar, no mínimo, outros 28, levando a rede a pelo menos 110 unidades.

O modelo é baseado no conceito de varejo híbrido e permite que pequenos comerciantes incorporem produtos e serviços da operadora sem alterar a atividade principal do negócio. Lojas de eletrônicos, tecnologia, acessórios para telefonia, assistências técnicas e outros estabelecimentos podem aderir à iniciativa. Entre os serviços oferecidos estão ativação e resgate de chips, recargas, emissão de segunda via de faturas e contratação de planos.

Em entrevista ao Diário do Comércio, a diretora comercial da regional Sudeste da TIM, Gabriela Paiva Abreu, afirmou que a expansão busca aumentar a capilaridade da companhia e, ao mesmo tempo, criar novas possibilidades de receita para os comerciantes.

Arcos (Centro-Oeste), Boa Esperança (Sul de Minas), Caeté (Região Metropolitana de Belo Horizonte), Formiga (Centro-Oeste), Mariana (Central), Santa Rita do Sapucaí (Sul de Minas) e Vespasiano (Região Metropolitana de Belo Horizonte) estão entre os municípios mapeados para prospecção. A companhia prioriza cidades com população acima de 30 mil habitantes, embora a expansão considere oportunidades em diferentes regiões de Minas Gerais.

“Nosso objetivo é identificar oportunidades em diferentes regiões do Estado, prioritariamente em cidades com população acima de 30 mil moradores, em que o hub possa ampliar a capilaridade da TIM e, ao mesmo tempo, criar possibilidades de negócio para o comércio local”, afirma Gabriela Abreu.

Parceiro leva cerca de seis meses para maturar operação

Um dos atrativos do modelo é a possibilidade de o comerciante acrescentar uma fonte de receita à atividade que já desenvolve. O retorno varia conforme características como fluxo de consumidores, perfil do estabelecimento e volume e mix de produtos e serviços comercializados.

Segundo Gabriela Abreu, um ponto de venda hub leva, em média, seis meses para atingir a maturidade e gerar cerca de R$ 4 mil em receita adicional.

Além da remuneração pelos produtos e serviços da TIM, a empresa aposta no aumento do fluxo de consumidores dentro dos estabelecimentos. Um cliente que procura o local para realizar uma recarga ou resolver uma demanda de telefonia, por exemplo, pode também adquirir produtos ou serviços da atividade original daquele comércio.

Gabriela Abreu
Gabriela Abreu: expansão busca ampliar capilaridade | Foto: Divulgação Tim Brasil

O modelo foi desenvolvido para atender diferentes perfis de estabelecimentos, como lojas de eletrônicos, tecnologia, acessórios para telefonia e assistências técnicas, entre outros negócios, sem que precisem modificar sua atividade principal.

Interior está no foco da expansão

A meta de 28 novos estabelecimentos não representa um limite para o crescimento da rede em Minas Gerais.

“Temos um olhar importante para o interior, porque um dos objetivos do hub é justamente ampliar a capilaridade e aproximar os produtos e serviços da TIM dos consumidores em diferentes localidades. Ao mesmo tempo, a expansão considera as oportunidades identificadas em todo o Estado”, explica Gabriela Abreu.

Para ingressar no modelo, o comerciante não precisa fazer investimento inicial. O processo de habilitação e treinamento é gratuito e os parceiros recebem suporte e acompanhamento de equipes comerciais da operadora.

A TIM também investe na identificação visual dos pontos parceiros. Dependendo das características de cada estabelecimento, podem ser fornecidos materiais de comunicação, identificação da marca, personalização de fachadas e outros elementos visuais.

A partir de agosto, a companhia também passou a flexibilizar o credenciamento, permitindo a entrada de pontos de venda não especializados.

TIM acompanha receita, volume e conversão

A operadora monitora o desempenho de cada parceiro por meio de indicadores previamente definidos. Entre eles estão receita, volume e conversão, utilizados para avaliar a efetividade operacional dos pontos hub.

Minas Gerais é considerado um mercado estratégico pela companhia. Segundo Gabriela Abreu, a ampliação da presença da TIM no Estado ocorre em diferentes frentes, e o hub integra essa estratégia ao criar novos pontos de contato com consumidores e oportunidades para comerciantes locais.

A diversificação de receitas também ganha relevância em um cenário de juros elevados e maior cautela das famílias com o consumo. A executiva ressalta, porém, que a expansão do hub não está vinculada exclusivamente à conjuntura econômica.

“É uma estratégia de ampliação de capilaridade e proximidade com os clientes, mas entendemos que a possibilidade de agregar novas fontes de receita ganha ainda mais relevância para o pequeno empreendedor em períodos de maior cautela no consumo”, afirma.

Expansão deve continuar em 2027

Para 2027, a TIM ainda não definiu uma meta fechada de novos pontos em Minas Gerais. A companhia pretende acompanhar a implementação da atual expansão e os resultados obtidos antes de estabelecer os próximos passos.

“Vamos acompanhar de perto a implementação dessa expansão e os resultados do modelo no Estado para, a partir dessa evolução, avaliar os próximos passos e novas oportunidades de crescimento do hub em Minas Gerais”, diz Gabriela Abreu.

A executiva acrescenta que a companhia não trabalha com reserva de mercado e pretende seguir em 2027 a atual métrica de crescimento, “com viés mais produtivo”.

Comerciantes interessados em conhecer o modelo e se tornar parceiros da TIM podem buscar informações junto à operadora.

Como funciona o hub da TIM

82 pontos parceiros estão ativos em Minas Gerais.

28 novos estabelecimentos, no mínimo, devem ser credenciados ao longo do ano, expansão de pelo menos 34%.

Cidades acima de 30 mil habitantes estão entre as prioridades da expansão, com atenção especial ao interior de Minas.

R$ 4 mil é a receita adicional média que um ponto hub pode gerar após aproximadamente seis meses de maturação.

Sem investimento inicial: habilitação e treinamento são gratuitos, e a TIM oferece suporte comercial e materiais de identificação do ponto.

Serviços oferecidos: ativação e resgate de chips, recargas, segunda via de faturas e contratação de planos.

Desempenho acompanhado: a TIM monitora indicadores como receita, volume e conversão de cada parceiro.

Sobre o autor

Luciana Montes

Editora Executiva do Diário do Comércio desde 2019. Atuou como repórter e editora de Economia e Negócios entre 2004 e 2018. Graduada em Comunicação Social pela Fafi-BH, com pós-graduação em Tecnologias da Informação e Marketing em Comunicação. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/luciana-montes

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