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Trem turístico ligará centro da Capital a Inhotim, diz secretário

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Créditos: Renato Cobucci / Imprensa-MG

O novo secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Marcelo Landi Matte, em sua primeira coletiva ontem, entre projetos de longo prazo e ações pontuais e imediatas da pasta, reclamou da falta de verbas e teceu elogios à equipe que encontrou.

A união das secretarias, vista com bastante desconfiança pela cadeia produtiva, é descrita pelo novo político – já que não tem experiência no setor público – como uma grande oportunidade de ações sinérgicas e, portanto, de menor custo para cada um dos setores.

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Brumadinho, parcerias público-privadas, gestão dos parques estaduais, valorização do Circuito Praça da Liberdade e corte de verbas estão na pauta do jornalista, que nasceu em Porto Alegre e se dedicou durante 45 anos ao setor privado, atuando em alguns dos mais importantes grupos de comunicação do País, e estava há dois anos aposentado.

Convite

“Estou na Secretaria há pouco mais de 10 dias, ainda fazendo um diagnóstico da situação e os primeiros planos. Esse é um enorme desafio para o Estado, que está com o caixa zerado. A situação orçamentária é grave e preocupante. A boa notícia é que encontrei uma equipe muito qualificada. Apesar dos cortes no orçamento, que na Cultura alcançou 50% do valor total e no Turismo, 78%, podemos fazer um bom trabalho. Fui convidado insistentemente e saí da minha aposentadoria porque acredito nisso”.

Recursos

“Somos a favor de todas as leis de incentivo para o trade cultural e turístico de Minas. Historicamente eles representam apenas 2% do total de renúncias fiscais concedidas pelo Estado. Já solicitamos que mantenhamos esse índice. O valor nominal pode decrescer visto que o Estado pretende diminuir o volume total de renúncias, mas queremos manter, pelo menos, a proporção. Precisamos fazer uma distribuição mais justa dos recursos. A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) concentra 71% dos recursos sendo que reúne apenas 30% da população. Porque regiões mais pobres e com enorme capital cultural e turístico ficam com menos recursos? Talvez um dos motivos é que elas apresentam menos projetos, então temos que trabalhar na qualificação dos agentes.
Em 2018, o ICMS Cultural distribuiu R$ 89 milhões para 740 municípios. Nossa meta é que ele alcance todas as 853 cidades este ano ou tão logo possível. Já no ICMS Turístico foram R$ 8 milhões para 242 cidades”.

Atração de turistas

“Minas Gerais representa 5,85% dos desembarques internacionais de turistas e desembarques domésticos em 2017. Esse é um número muito pequeno diante das nossas possibilidades. E dos 6,6 milhões de turistas internacionais que visitaram o Brasil, apenas 0,85% vieram para Minas Gerais. Para reverter esses números precisamos investir em divulgação e promoção do Estado como destino. Nossa meta macro é tornar Minas o melhor destino turístico do Brasil e o turismo em um dos grandes indutores do nosso desenvolvimento econômico e social.

Fazer isso com escassez de recursos é um grande desafio. Estamos analisando a proposta de criar uma organização OS (organização social) capaz de captar recursos no mercado para custear a promoção do Estado.
Acredito que a cultura e o turismo podem alavancar um ao outro. A união das secretarias pode ser uma grande oportunidade. Vamos fomentar os circuitos. Temos que ser pró-ativos e não ficar apenas esperando os projetos para carimbar”.

Brumadinho

“Brumadinho precisa de toda a atenção. Temos o projeto de um trem turístico saindo da Praça da Estação (em Belo Horizonte) indo até Inhotim. O projeto está com a Setop (Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas). O trajeto seria feito sobre uma linha que já existe, de responsabilidade da MRS, da Vale. Nossa ideia é que isso seja feito como uma parte da verba compensatória devida pela Vale após o rompimento da barragem, em Brumadinho. O ideal é que isso seja feito de forma voluntária pela empresa”.

Projetos

“Pretendemos trabalhar fortemente com parcerias público-privadas. Um exemplo é a revitalização da hotelaria do Circuito das Águas que é belíssima e está sucateada. Buscamos operadoras dentro e fora do Brasil que possam compor essa parceria. Outro exemplo são os parques naturais tanto estaduais como federais. Vamos buscar parcerias de gestão que possam transformá-los em atrativos turísticos sem descuidar da preservação. Algumas iniciativas já foram tomadas nesse sentido. Pensamos, inclusive, em estadualizar alguns parques federais.

Outros projetos são tirar do papel o circuito religioso que liga a Basílica de Nossa Senhora da Piedade (no município de Caeté, na RMBH) ao Santuário de Aparecida, em São Paulo. Vamos também recuperar o Vapor Benjamin Guimarães, que está praticamente abandonado em Pirapora (Norte de Minas). Ele pode voltar a ser um atrativo importante da região. O mesmo com a Estrada Real, que é um projeto importante que já existe e que pode ser fomentado e ser mais do que uma grife como acontece hoje em dia.
Outro item da nossa lista de projetos é o turismo gastronômico. A gastronomia tem potencial para ser o grande atrativo turístico do Estado e faz parte dos nossos projetos”.

Ações de curto prazo

“Já tomamos algumas ações e medidas, nesse primeiro momento, importantes para a cadeia produtiva da cultura e do turismo. Uma das primeiras foi o fim dos camarotes para autoridades e concessão de cortesias em equipamentos do Estado como Palácio das Artes. Não faz sentido diante de uma crise financeira ceder ingressos e camarotes. Queremos pensar isso também para o Mineirão, que não está sob a nossa responsabilidade, mas tem o Estado como sócio.

Outras medidas importantes são a criação de uma área para a promoção cultural e marketing turístico; um plano de prevenção contra incêndios para equipamentos ligados diretamente à Secretaria e também para museus e templos religiosos históricos. Já solicitamos que eles procurem o Corpo de Bombeiros para que sejam feitos laudos e na sequência vamos estabelecer convênios para a compra subsidiada de equipamentos.

Também vamos ceder um o Palácio Mangabeiras em um regime de comodato para a realização da Casa Cor por um período de seis meses. Estamos cuidando para que o Carnaval do Circuito do Ouro – especialmente Ouro Preto e Mariana – não sejam prejudicados pelo bloqueio parcial da BR-356 e, principalmente, pelas notícias que levam medo aos turistas em relação às barragens de rejeitos da mineração. Temos que reforçar a informação de que os centros históricos dessas cidades não correm riscos.

Quanto à Rede Minas e à Rádio Inconfidência estamos trabalhando para cumprir a legislação aprovada em 2018 que une os dois equipamentos e dá à Rede Minas autonomia para buscar recursos junto ao mercado. Sobre a Fundação Clóvis Salgado já trabalhamos no projeto de recuperação dos equipamentos, com prioridade para os sistemas elétricos e de ar-condicionado. Estive pessoalmente na Fundação para tratar disso”.

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