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Negócios

Venda de artigos natalinos rende fôlego ao comércio

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Clássicos do Natal em vermelho, verde e dourado não saem de moda | Crédito: Divulgação/Casa Maia

“Então é Natal!”. Ou quase! E enquanto a infalível canção não toma conta das ruas do centro da cidade por completo, muita gente bate perna atrás de itens de decoração para deixar a casa mais aconchegante no fim de ano. Embora as grandes reuniões ainda não sejam recomendadas pelas autoridades de saúde do mundo inteiro, receber com responsabilidade alguns parentes e amigos nos últimos dias do ano pode ser um alívio diante da tragédia global da Covid-19.

Na Estrada Real Decorações o clima não poderia ser melhor. Papais-noéis, árvores e toda sorte de enfeites tomam conta das nove unidades da varejista – três delas abertas durante a pandemia. Apesar da alta do dólar, o proprietário Éder Braga comemora um crescimento de 40% nas vendas em relação ao ano passado e 20% na comparação com 2019.

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“As lojas estão lotadas e está até faltando funcionários. Ao longo do tempo, viramos uma referência porque além da variedade, das equipes que prestam serviços, estamos acostumados a oferecer as principais tendências de decoração do mundo. Este ano isso ficou um pouco prejudicado porque não aconteceram as maiores feiras de produtos natalinos da Europa, onde buscamos novidades e inspirações. Mesmo assim conseguimos trazer algumas novidades e, com o estoque do ano passado, não vai faltar enfeite natalino pra ninguém”, explica Braga.

Com as inaugurações, a Estrada Real passou a ter o triplo de funcionários, cerca de 150, e ainda existem vagas em aberto. Apesar da desvalorização do real e da “crise dos contêineres”, que elevou substancialmente o custo das importações, a experiência em negociações internacionais permitiu que o empresário segurasse, em boa medida, o preço final para os consumidores.

“Hoje estamos pagando dez vezes mais em um contêiner do que em 2019. Para produtos muito volumosos como bolas e árvores esse é um problema ainda maior. É preciso fazer uma composição de estoque que atenda clientes de todas as faixas de consumo e dê sustentabilidade à operação. Então tenho desde produtos mais simples e baratos até outros bem mais caros e sofisticados. Faço questão de atender a todos da mesma forma, com qualidade de dedicação”, pontua o proprietário da Estrada Real.

A sócia da Casa Maia – tradicional loja de decorações da Capital -, Cristina Chiari, também comemora o resultado alcançado até aqui. Para atender à demanda de fim de ano das duas unidades, ela aumentou a equipe em 50%. A expectativa é de que parte dessas pessoas permaneçam em 2022.

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“O consumidor está animado, querendo decorar a casa para o Natal. 2020 não foi tão fraco, muita gente impossibilitada de sair quis enfeitar a casa. Este ano comemoramos o aumento principalmente da locação. Ano passado, como as empresas estavam fechadas, essa vertical caiu. Fomos atrás de novidades e o grande sucesso do ano é a linha rosê, mas os clássicos do Natal em vermelho, verde e dourado não saem de moda. É claro que tivemos dificuldades com a questão cambial, que nos obrigou a diminuir a margem de lucro, e também com a falta de matéria-prima. Muitos fornecedores não conseguiram entregar toda a encomenda. Ainda assim, temos muito a comemorar”, avalia Cristina Chiari.

O sucesso dos mais experientes tem atraído a atenção de novatos no mercado de decoração de Natal. A “Já é Natal”, na região Centro-Sul, é uma loja temporária que começou suas atividades no dia 17 de novembro. O mix é formado por produtos das linhas Disney, Marvel e DC.

Segundo um dos sócios do empreendimento, Leonardo Pereira, mais do que o lucro, o principal objetivo da loja é testar o mercado para uma futura fixação do negócio. A expectativa é que as vendas ganhem velocidade a partir do início de dezembro.

“É uma loja sazonal testando o mercado, conhecendo o consumidor. Trouxemos uma linha de produtos dificilmente encontrados em Belo Horizonte aos quais acrescentamos vinhos e artesanatos nacionais e importados. A ideia é que depois possamos abrir em outras datas como a Páscoa, por exemplo. Vendemos pelo e-commerce e pelo Whatsapp, mas, no geral, as pessoas começam a jornada pelo on-line, pesquisando, e depois acabam vindo à loja. Em geral, elas gostam de tocar os produtos de decoração, sentir a qualidade dos produtos”, completa Pereira.

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