Comércio eletrônico aumenta 41% no País com distanciamento social

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Comércio eletrônico aumenta 41% no País com distanciamento social
Vendas do e-commerce no Brasil chegaram a R$ 87,4 bilhões | Crédito: Divulgação

Em um ano marcado não apenas por um vírus desconhecido que causou recordes diários de mortes Brasil afora, o distanciamento social surgiu como uma das orientações das autoridades sanitárias e da Organização Mundial da Saúde (OMS) como forma de conter o avanço da hoje mais conhecida e temida Covid-19. Com o cenário pandêmico, eis que as relações pessoais, profissionais e comerciais também ganharam outra perspectiva: a virtual.

Essas mudanças trouxeram outros recordes. No caso do e-commerce, a cada dia um novo diagnóstico mostra o desempenho do setor no ano que também foi marcado por compras digitais em todos os segmentos, período em que, quem ainda não oferecia seus produtos e serviços de maneira virtual, precisou se reinventar e quem já contava com a expertise se beneficiou ainda mais.

O Webshoppers 43 Ebit|Nielsen & Bexs Banco detalha esse movimento. Segundo o levantamento, as vendas do e-commerce no Brasil chegaram a R$ 87,4 bilhões em 2020, aumento de 41% na comparação com 2019. O desempenho foi impulsionado pelo aumento do número de pedidos e pela maior contribuição das compras por telefone celular.

Segundo o head de e-commerce da Ebit|Nielsen, Marcelo Osanai, a alta do faturamento teve como principal fator o aumento na quantidade de pedidos. Ao todo foram 194 milhões, incremento de 30% frente ao ano anterior. Outro ponto que ajudou o resultado e motivou maiores compras foi o frete grátis, que representou 43% de todas as compras de 2020.

“O brasileiro mostrou estar totalmente adaptado ao ambiente de compras on-line. Esse processo amadureceu de maneira muito rápida por causa da pandemia. E os comerciantes souberam transformar a dificuldade em maiores ganhos oferecendo um serviço ágil, confiável e eficiente”, avaliou.

Ainda conforme o estudo, do total de vendas, 55,1% ocorreram por meio de smartphones. Isso representa R$ 45,9 bilhões, alta de 79% em relação a 2019 e 176% sobre 2018. Apenas pelo toque na palma da mão foram gerados 106,6 milhões de pedidos, 56% maior que no ano anterior.

Segmentos e regiões em que o e-commerce se destaca

Em termos de segmentos, diante da restrição da pandemia, as vendas do e-commerce ficaram ainda mais concentradas em lojas de departamento. Sozinho, o segmento contribuiu com 84,3% do faturamento total do setor no ano passado, seguido bem atrás por artigos esportivos (+2,8%), informática (+2,4%), roupas (2,2%) e autosserviço (1,8%).

Outra curiosidade foi a jornada do consumidor. Sites de busca e as redes sociais são, de acordo com a Ebit|Nielsen, o principal caminho para se iniciar as compras de produtos. Para artigos de casa e decoração, por exemplo, ambos canais são o início de 55% de todas as vendas. Já para roupas e calçados, é o início de 44%, seguido por perfumaria (38%), petshop (33%) e farma (30%).

Já em termos de regiões, há um novo perfil se consolidando. Apesar de os estados do Sudeste permanecerem em primeiro na contribuição para as vendas, com 52% do valor arrecadado em vendas ou 44,1% de impulso para a alta total do e-commerce em 2020, o Nordeste dobrou o consumo no formato de negócios, com 18,5% do total e 31,7% de contribuição.

“Esse dado mostra que o e-commerce é uma realidade em todo o País, deixou de ser algo restrito. E isso pode ser atribuído às restrições da pandemia. O processo de interiorização se acelerou por conta da nova realidade imposta em todo o mundo”, concluiu.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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