Caminhões a gás e biometano: pensando na transição de frotas

Veículos trazem soluções sustentáveis para o transporte no Brasil
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Caminhões a gás e biometano: pensando na transição de frotas
Foto: Reprodução Adobe Stock

Os caminhões movidos a gás e biometano vêm ganhando espaço no transporte rodoviário de cargas brasileiro, impulsionados pela busca por alternativas ao diesel e por metas de descarbonização adotadas por empresas e embarcadores. Entretanto, apesar do crescimento, a tecnologia ainda ocupa uma parcela reduzida do mercado, o que mostra que existe espaço para expansão e para a renovação gradual das frotas.

Atualmente, são mais de 2.500 caminhões movidos a gás natural e biometano em circulação no país. Usando como referência a frota nacional de caminhões pesados, estimada em 2,24 milhões de veículos pelo Sindipeças, esse número representa cerca de 0,1% do total. Os dados são do GNPW Group e do Sindipeças.

O avanço ocorre em meio à ampliação da infraestrutura de abastecimento e ao surgimento de novos corredores logísticos dedicados ao transporte pesado, considerados fundamentais para viabilizar operações de longa distância. Nesse cenário, a adoção de veículos movidos a gás e biometano pode representar uma alternativa para empresas que buscam reduzir a dependência do diesel e avançar em suas estratégias de sustentabilidade.

Apesar das oportunidades, a renovação de uma frota exige planejamento. Para os transportadores, a compra de um caminhão representa um investimento elevado e diretamente relacionado à capacidade de geração de receita. É justamente nesse ponto que o planejamento financeiro pode exercer um papel decisivo.

Nesse contexto, o consórcio pode ser uma opção para a compra deste tipo de bem. A modalidade permite que a empresa se organize por meio de parcelas mensais e após a contemplação, que pode acontecer via sorteio ou lance, tenha acesso ao crédito para escolha do veículo. Diferentemente do financiamento tradicional, a solução não cobra juros sobre o crédito contratado, contando apenas com a taxa de administração prevista em contrato.

A principal vantagem, portanto, está na possibilidade de programar uma aquisição sem precisar dispor de todo o recurso de uma só vez. Para uma transportadora que pretende incorporar caminhões movidos a gás e biometano à frota, isso pode significar começar hoje a construir as condições para uma compra que será realizada no futuro.

E para quem pensa especificamente neste tipo de transição, o planejamento pode ser ainda mais estratégico. A empresa pode, por exemplo, estabelecer como objetivo substituir inicialmente uma parcela da frota, direcionando os primeiros investimentos para rotas mais compatíveis com a autonomia dos novos veículos. Com os resultados obtidos, pode ampliar gradualmente a participação da tecnologia.

Outro ponto importante é que, em vez de esperar que a necessidade de renovação da frota apareça para então buscar recursos, a transportadora pode transformar a aquisição em uma meta de médio ou longo prazo. Nesse processo, o consórcio pode funcionar como uma ferramenta para transformar a intenção em um projeto concreto. E, nesse caminho, planejar hoje pode ser o primeiro passo para acelerar a frota do amanhã.

Mauro Andrade
Sobre o autor

Mauro Andrade

Gerente comercial do Consórcio Iveco, administrado pela Ademicon


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