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Importância da cadeia automotiva mineira

Movimentos recentes ampliam oportunidades para toda a cadeia produtiva e impulsionam tecnologias de acordo com as novas demandas do setor
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Importância da cadeia automotiva mineira
Desde 2025, o grupo Stellantis está investindo R$ 14 bilhões no planta de Betim em um ciclo que será encerrado apenas em 2030 | Foto: Divulgação Leo Lara

Minas Gerais já protagonizou uma das maiores transformações da indústria automotiva brasileira. Com um dos principais polos do setor e uma ampla rede de fornecedores, o Estado se prepara novamente para aproveitar as mudanças que estão transformando a mobilidade.

Se no passado o desafio era estruturar uma base de fornecedores para acompanhar a expansão da Fiat em Betim (atual Stellantis), hoje o foco está nas tecnologias que definem a competitividade do setor. Como em outros momentos da história, essa transformação abre espaço para novos negócios. Empresas da cadeia automotiva podem ampliar mercados e desenvolver novas soluções, enquanto novos fornecedores encontram espaço em um setor cada vez mais tecnológico.

A experiência de Minas Gerais na construção de cadeias produtivas é um diferencial. Na década de 1980, o então Indi (atual Invest Minas) liderou o trabalho de fortalecimento da base fornecedora da Fiat. Na época, apenas 26% das compras da montadora eram realizadas junto a empresas mineiras. Ao longo dos anos 1990, esse índice chegou a 75%, resultado de uma estratégia que se tornou referência e ficou conhecida como “mineirização” da cadeia de fornecedores.

Três décadas depois, a indústria automotiva vive uma nova transformação. Dessa vez, o desafio é conectar os fornecedores às estratégias das montadoras e às demandas tecnológicas do futuro. Nesse contexto, a Invest Minas atua junto às montadoras mineiras para fortalecer a cadeia, identificar oportunidades e atrair investimentos.

Essa atuação acompanha o novo ciclo de investimentos na região. A Stellantis anunciou R$ 14 bilhões para o Polo de Betim até 2030, focados em tecnologias híbridas e motores de baixa emissão. A Iveco investe R$ 1 bilhão até 2028 em inovação e modernização industrial. Movimentos que ampliam oportunidades para toda a cadeia produtiva e impulsionam tecnologias alinhadas às novas demandas da indústria automotiva.

O fortalecimento do setor também passa pela inserção internacional. Em maio deste ano, a Invest Minas realizou uma missão técnica à China para prospectar oportunidades para o setor e se aproximar das tendências globais. A agenda incluiu reuniões com fornecedores de segmentos estratégicos para a nova mobilidade.

A história mostra que a competitividade do setor depende de uma cadeia forte, diversificada e inovadora. Nesse cenário, a transição da mobilidade cria oportunidades para empresas capazes de atender às novas demandas da indústria automotiva. Para Minas Gerais, trata-se de mais um passo para consolidar sua posição entre os principais polos automotivos da América Latina. Para os fornecedores, é o momento de ocupar novos espaços e participar ativamente da construção da mobilidade do futuro.

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