Realidade fantástica
“Na escala cósmica só o fantástico tem probabilidade de ser real”. (Teilhard de Chardin)
Anos atrás, em Brasília, no Congresso Internacional Ufológico de que participei como palestrante, troquei ideias sobre o excitante tema dos Ovnis com o expositor da fala mais aguardada daquela jornada de estudos. Tratava-se do médico estadunidense Jesse Marcel Junior, filho do protagonista do“Incidente Roswell”, oficial da Força Aérea Jesse Marcel. Ele confirmou, com instigantes pormenores, a história do Ovni apresado. Aludiu ao desgosto que se abateu sobre o pai diante da coação infligida pelos superiores, ao ter que desmentir a revelação inicialmente transmitida, com a fajuta versão do “balão meteorológico”.
Outro depoimento sugestivo, de irrefutável procedência, por mim colhido a propósito, foi de um cientista renomado, o astrofísico americano J. Allen Hineck. A convite do saudoso humanista Húlvio Brant Aleixo, professor da PUC Minas, Hineck proferiu, na Associação Médica de MG, palestra sobre o assunto pouco depois de desligar-se do grupo-tarefa constituído pelo governo dos EUA para investigar o fenômeno, por discordar da decisão do órgão de envolver as apurações em hermético sigilo. Inconformado, o cientista “botou a boca no trombone”, como se diz no saboroso linguajar das ruas, narrando suas experiências inclusive em livro.
Ao longo de décadas recolhi por meio de leituras, entrevistas, palestras, abundantes informações atinentes ao fascinante tema dos aparelhos voadores inteligentemente controlados, de origem a ser devidamente explicada, que riscam os céus em todos os quadrantes desta ilhota perdida no infindável oceano cósmico repleto de inexplicabilidades. Tomei conhecimento, assim, de um sem-número de avistamentos intrigantes, contatos inacreditáveis, abduções atordoantes, situações fantásticas que deixaram marcas indeléveis nos que as vivenciaram. A casuística das abduções representa um capítulo à parte na esteira dos acontecimentos ufológicos. Ouvi relatos estonteantes, não encontrando motivo algum para duvidar de sua autenticidade.
Boa parte das informações coligidas foi levada ao ar em programas de televisão por mim produzidos, ou narrados em conferências e publicações.
Na localidade de Macacos, distrito de Nova Lima, deparei-me, em certa ocasião, em período noturno, a poucos metros de distância, com uma esfera luminosa de tom avermelhado de razoável dimensão, com todas as características de um UFO. Na manhã seguinte, outras pessoas, em locais próximos ao do avistamento citado, deram-me notícia da presença nas imediações do mesmo objeto.
Ao que se sabe, a incidência de avistamentos e contatos alusivos aos “tic-tacs” vem sendo, na atualidade, bastante incrementada. Para muitos, está chegando a hora da revelação tão aguardada. Quanto ao mais, cuidemos de fazer coro com o sábio Teilhard de Chardin: “Na escala cósmica só o fantástico tem probabilidade de ser real”.
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