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Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Tilden Santiago*

A decisão do decano do STF, ministro Celso de Mello, de dar divulgação à gravação da fatídica, exótica e misteriosa reunião ministerial de 22 de abril, convocada e liderada pelo chefe do Poder Executivo, presidente Jair Bolsonaro, e a própria execução da agenda e seu conteúdo poderão, no futuro, ser registradas pelos historiadores, como fatores definidores, verdadeiro divisor de águas, ambas do governo federal, nessa candente fase da política brasileira, que vivencia nossa Nação.

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Analistas, jornalistas e políticos, muito têm escrito sobre o fato relevante e esdrúxulo, pelo modo grotesco e de baixo nível, como transcorreu a sinistra reunião ministerial, com presença do vice-presidente, o general Hamilton Mourão, e outros acólitos, homens públicos da equipe presidencial.

Uma multiplicidade de aspectos e pareceres têm sido expostos pelos comentaristas, com previsões as mais diversas do futuro próximo a ser enfrentado por políticos e homens públicos, que detêm parcela de poder em nosso País.

Num primeiro momento, houve uma sensação imediata e generalizada na população, na mídia, nos meios políticos e intelectuais, nas classes médias, entre sindicalistas empresariais e dos trabalhadores, em alguns setores ingênuos da esquerda, na direita e no centro da política, de que a derrocada do presidente estaria no horizonte, abrindo maior espaço para a ampliação do Movimento Fora Bolsonaro.

Passados alguns dias, o noticiário mudou de tom, a partir de fatos e análises, que sinalizaram para algo oposto: o presidente, após ter sido acuado, voltou a ter firmeza, como condutor do processo, ressuscitando a imagem de um Bolsonaro vivo e forte da campanha, o atleta, que teria resistido a uma facada em Juiz de Fora, em seguida pronto a derrubar a “gripezinha” ou um “resfriadinho”, pensando o mesmo para seus adversários da direita e da esquerda.

Não foram poucos os analistas, editorialistas e jornalistas que falaram de um “Bolsonaro vivo e forte”, afirmando, com todas as letras, que o homem está “longe de cair”, quase anatematizando o lema “Fora Bolsonaro”, no entender deles, já qualificado como extemporâneo, impossível de ser levado adiante, como as Diretas-Já, barradas pela força militar. O então governador Tancredo Neves dizia aos sindicalistas mineiros:

“Vamos devagar com o andor na preparação das Diretas-Já porque os militares ainda estão de pé e atentos”.

Precisamos ter muito cuidado ao analisar porque o cenário conjuntural está mudando rapidamente, dada a fluência dos fatos políticos diversos, que se sucedem. E devido à instabilidade do presidente, como também a inexistência de um projeto planejado para o Brasil, especialmente o Brasil do coronavírus – Pandemia e do confinamento. O Brasil da grande crise, que se arrasta há tempos.

Mas é inegável: acabamos de experimentar três fases diferentes:

1) Um presidente da República acuado de vários  lados, inseguro, vacilante, perdido, sem rumo político, sem programa, sem firmeza, na defensiva.

2) Um Bolsonaro “Vivo e forte”,  longe de cair, fase que não durou muito.

3) E finalmente a volta de um governo, barco sem rumo, que não sabe para onde ir com um presidente que volta a vacilar, nervoso, soltando palavrões, a não ter uma política clara e definida de ação, não demonstrando a que veio e o que aprendeu ou desaprendeu em 28 anos de parlamento em Brasília, mesmo fazendo parte do baixo clero.

Abra os olhos, Capitão, colega da Câmara Federal desse escriba por 12 anos. Você foi eleito para governar!

* Jornalista, embaixador e sacerdote itinerante

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