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EDITORIAL | A recuperação continua lenta

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Crédito: Bruno Domingos/Reuters

Números finais recém-apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a economia brasileira, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), cresceu apenas 1,1% em 2019.

Para o ano corrente, e sem levar em conta possíveis variações ditadas pela ainda imprevisível evolução do coronavírus, espera-se ainda menos, algo em torno de 0,8%, conforme avaliações mais recentes. Em Brasília, e sem esperar que pudesse ser diferente, fontes oficiais enxergaram nesses resultados sinais positivos, indicativos de que a economia vai reagindo positivamente, num processo “consistente” de recuperação.

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É evidente que se esperava mais, é sabido que o próprio governo prometia mais, garantindo, por exemplo, que a aprovação da reforma da Previdência seria a senha para a retomada dos investimentos e consequente crescimento num ritmo capaz de sustentar a recuperação dos empregos.

Não é esta a realidade conhecida por uma parcela ponderável da população brasileira e, como diriam os mais diretamente afetados, afirmar o contrário é, numa linguagem tão simples quanto direta, forçar a barra. Para piorar, e sem que a conjuntura externa chegue à mesa, nas últimas semanas a desarticulação política foi ampliada, deixando mais distantes as melhores perspectivas de encaminhamento das reformas administrativa e tributária, das quais se esperava retirar uma dose de alento mais robusta.

Tudo isso nos remete a um outro assunto, para alguns o mais importante de todos, mas que apesar disso anda esquecido, deixado de lado. Nos ocorre apontar uma vez mais a reforma política, assunto velho de três ou quatro décadas e emperrado exatamente porque poderia, e deveria, tocar justamente nos interesses mais caros aos donos do poder, cuja forma de trabalhar, temos visto, obstaculiza gestão e resultados, nos ajudando a compreender porque o crescimento “mais robusto” prometido para o ano passado e, não nos esqueçamos, deveria ser ainda melhor no exercício corrente, não foi além do rol das intenções.

Tanto quanto a “virada” prometida como resultado imediato do afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff.

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São todas elas constatações que nos ensinam que trocar nomes, pouco ou nada adiantará enquanto prevalecerem valores caducos, enquanto não existir um verdadeiro projeto de Estado, acima de interesses, acima de ambições.

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