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EDITORIAL | Boa gestão, a melhor saída

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Uso da água será cobrado em todas as bacias em MG
Crédito: Evandro Rodney/Imprensa MG

Com as contas no vermelho e com tendências preocupantes no horizonte por conta, principalmente, dos efeitos diretos e indiretos da pandemia, o governo mineiro volta a falar em acelerar seu programa de privatizações, com destaque para a Copasa, a companhia de águas e saneamento do Estado, que poderá ser a primeira de uma lista bem mais longa.

A questão, por qualquer ângulo que seja examinada, é controvertida. Em primeiro lugar, e numa visão tão prática quanto daqueles que querem vender o que puder ser vendido para fazer caixa o mais rapidamente possível e ponto final, porque do outro lado do balcão existem mais dúvidas que certezas.

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Traduzindo: para começar, a questão sanitária global provocou e provocará efeitos na economia que tendem a modificar radicalmente as políticas globais de investimentos.

Assim, o que houver de disponibilidade será destinado à recuperação dos países donos do capital, ficando eventuais excedentes sobre as lentes de critérios mais rígidos, nos quais dificilmente o Brasil se enquadraria. E não é tudo.

Sobre a Copasa, especificamente, já foi dito que seu campo de atuação não é muito atraente, do ponto de vista da lucratividade e de alguma forma atendidos os interesses dos consumidores.

Pragmáticos, alguns investidores em potencial chegaram a afirmar, com a crueza que lhes é própria, que poderiam se interessar pelas cidades maiores, com potencial de escala e ganhos mais interessantes, mais dificilmente teriam o mesmo olhar para as cidades pequenas, pobres, sinônimos de prejuízo.

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É o jogo que o mercado joga, lembrariam os entusiastas da política de vender tudo que puder ser vendido, esquecidos de que o tal “estado mínimo” não pode ser tão mínimo que não alcance justamente os serviços essenciais, aqueles em que os lucros não são necessariamente contábeis. Como esquecer, por exemplo, que cada real investido em tratamento de água e esgotamento sanitário pode representar economia de até 10 reais em gastos na área de saúde ?

Seria de se esperar que o dever, não necessariamente o pragmatismo, dos administradores públicos, os fizessem considerar as questões apontadas, fazendo-os entender que o modelo que defendem, ou pelo menos acolhem, não faz sentido, nem mesmo responde ao objetivo que pretendem alcançar.

Sentido faz cuidar da boa gestão, cuidar do vazamentos literais, o que, no caso da Copasa, significa perda de pelo menos 30% da água tratada, cuidar melhor da gestão, evitando assim vazamentos de outra natureza, fazendo da eficiência, como deveria ser, parâmetro natural e obrigatório. Tudo isso exige mais esforços, mas com certeza os resultados serão muito mais compensadores.

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