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EDITORIAL | Cavando mais fundo

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Crédito: Divulgação

Temos procurado chamar atenção, sempre que se apresenta ocasião, para os riscos e consequências do desequilíbrio fiscal que o País enfrenta, tentando também demonstrar que reduzir despesas, aliviar o peso do Estado, seria a única forma eficaz de ajuste. Tantas vezes prometido e outras tantas esquecido, como agora mesmo, a correção do desequilíbrio existente é ameaça próxima, podendo impedir o Estado de responder por suas obrigações mais imediatas, numa situação de colapso.

Em comentário recente, abordando o mesmo tema, elogiamos projeto aprovado no Legislativo, dando fim, ou pelo menos reduzindo sensivelmente, os chamados supersalários, aqueles que transformam o teto de R$ 40 mil para pagamentos a funcionários públicos em mera ficção. Concretamente, uma economia anual estimada entre R$ 3 bilhões e R$ 10 bilhões.

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Eis que, no dia seguinte ao anúncio desse ato de responsabilidade e bom senso, os senhores parlamentares fazem exatamente o contrário ao aprovar, na Lei de Diretrizes Orçamentárias, a elevação do Fundo Eleitoral, dinheiro público que financiará a campanha eleitoral do próximo ano, a R$ 5,7 bilhões de reais. O valor fixado significa que a verba foi triplicada, considerados os R$ 2 bilhões gastos nas eleições de 2020.

No placar final a votação na Câmara ficou entre 278 votos a favor e 148 contra, enquanto no Senado foram 40 votos a favor e 33 contra. Falta agora apenas a sanção presidencial para que a gorda verba, devidamente carimbada, seja proporcionalmente distribuída entre os partidos, a maioria deles criada exata e exclusivamente para participar de mais esta farra com dinheiro público.

Não faltaram reações, de um lado chamando atenção para que os gastos com campanhas eleitorais, agora financiados pelo Estado como tentativa de conter a corrupção, voltarão a crescer, de outro apontando a insensibilidade, se não completa irresponsabilidade, de quem aprova o abuso, a ser pago com dinheiro que falta a escolas e hospitais, além de cavar mais fundo o buraco do déficit. E tudo isso, também é preciso lembrar, por conta de um sistema político disfuncional, distante tanto de suas obrigações e responsabilidades quanto da compreensão da realidade, preservada exclusivamente porque lhes é conveniente.

Cabe lembrar que ainda resta ao presidente da República, o mesmo que em mais de uma oportunidade disse que o País está quebrado, deter, com o seu veto, este ato de mais completa insanidade, além de confirmação de que o Estado brasileiro vai aos poucos escapando de qualquer controle racional e menos ainda eficiente.

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