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Opinião

EDITORIAL | Desequilíbrio é estrutural

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Crédito: Marcelo casal Jr. /Agência Brasil
Crédito: Marcelo casal Jr. /Agência Brasil

Não se pode imaginar funcional uma economia em que 1% da população concentra 49,6% da riqueza nacional e esta é, segundo levantamento do banco Credit Suisse, a atual situação do Brasil, que neste quesito, e num grupo de dez países, perde apenas para a Rússia. Pior, os dados agora divulgados confirmam que mesmo durante a pandemia a concentração da renda aumentou entre 2019 e 2020, o que só não aconteceu, considerados os países mais ricos, na Alemanha e França.

Como já foi dito e ao contrário do que alguns possam imaginar, esta situação não favorece os negócios, não favorecerá, portanto, a recuperação da economia quando a pandemia for efetivamente batida. Sobre o Brasil, diz o relatório que em duas décadas a concentração da renda aumentou de 44,2% no topo da pirâmide para os atuais 49,6%, percentual que afirma que apenas 1% da população é dona de metade da riqueza nacional.

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Inverter esta situação, em tese primeira tarefa a ser cumprida uma vez vencida a pandemia, representa em primeiro lugar busca de, pelo menos, dignidade, um teto e um prato de comida, para milhões de brasileiros, começando a corrigir erros que na realidade coincidem com o início do processo de colonização do território brasileiro e que, perversamente, se agravou com a independência e, adiante, com a Proclamação da República. Não falamos, porém, somente de tratar dos desvalidos.

 Promover o reequilíbrio desejável, tarefa que não será fácil ou rápida, deve ser reconhecida como o primeiro passo na direção do sempre prometido crescimento sustentável. Ou, de outra forma, com um pragmatismo talvez mais fácil de ser percebido, será também a fórmula capaz de alavancar mercados, gerando consumo, que demanda produção, gera empregos, bem-estar e recursos necessários para obras tão vitais quanto o saneamento, em que cada real bem investido pode representar economia de até 10 reais na área de saúde. Estamos, de um extremo a outro, diante de evidências insofismáveis ou diante da única fórmula que pode dar certo, inclusive para aqueles que ainda conseguem se manter agarrados no topo da pirâmide da renda.

A ocasião, até pelo esgotamento e pela possibilidade de reconstrução que surgirá à frente, é absolutamente propícia para que, afinal, comecem a ser corrigidas as distorções apontadas, no que toca à distribuição da renda e que muito provavelmente está na gênese de todos os problemas que a humanidade enfrentou ao longo dos tempos.

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