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Crédito: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

A pandemia desencadeada pelo coronavírus, que só no Brasil já provocou mais de 130 mil óbitos, representa enorme desafio para a ciência, que aos poucos vai decifrando como se dá o processo de contaminação, o que é possível fazer para deter este processo e, sobretudo, quais os caminhos para curar o indivíduo contaminado.

Em apenas cinco meses, ou pouco mais, desde que as evidências de que estava em curso um processo desconhecido e descontrolado, grandes avanços foram registrados. Principalmente na direção da produção de uma vacina de comprovada eficácia, estudos em que se empenham mais de trinta instituições de pesquisa em todo o mundo, inclusive no Brasil, algumas trabalhando isoladamente, outras em conjunto.

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É predominante, nos meios científicos, a convicção de que somente a imunização poderá deter o coronavírus e, partindo desse ponto, são consistentes as previsões de que ainda neste ano estarão disponíveis vacinas testadas e certificadas, cuja aplicação em massa, ao que tudo faz crer, poderá ter início nos primeiros meses do próximo ano. Neste esforço, também sem precedentes, residem fundadas esperanças que a imunização é

viável  e está próxima de acontecer, pondo fim ao pesadelo. Em termos, por maior que seja o sucesso da ciência, do conhecimento e do trabalho cooperativo.

Na medida em que a vacina fica mais próxima da realidade, surgem reações contrárias, involutivas, tentando desacreditar este tipo de abordagem, mais uma vez politizando uma questão que deveria ser tratada exclusivamente no âmbito da ciência, da medicina mais especificamente.

Argumenta-se, falsa e perigosamente, que o processo não é suficientemente seguro e implicaria em outros riscos. Algo que já aconteceu no passado, com componentes até religiosos, e começa a se repetir agora, inclusive no Brasil, infelizmente, com a alegação, absurdamente abonada pelo próprio presidente da República, de que ninguém pode ser obrigado a tomar a vacina. Evidentemente que se o grau de cobertura não for o adequado, todo o esforço realizado se perderá e os riscos se tornarão ainda maiores.

Com toda certeza a vacinação poderá ser compulsória, o que não representará qualquer novidade, sendo bastante lembrar o trabalho de Oswaldo Cruz na vacinação contra a febre amarela e a varíola, no início do século passado, hoje reconhecido e aplaudido no mundo inteiro.

As reações provocadas à época, com o anúncio de que a vacinação seria compulsória, provocaram revoltas e bem próximas de se transformar numa crise institucional. Eram outros tempos, outra realidade, o que só faz aumentar o espanto diante dos sinais de que as mesmas reações possam se repetir agora, acobertadas por movimentos políticos  que reverenciam a ignorância e o atraso.

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