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Crédito Marden Couto/Turismo de Minas

Minas Gerais, que este ano está completando 300 anos, tenta conformar seu futuro, no campo econômico, partindo do princípio que será mais eficaz ter em conta sua vocação, fundada na mineração, porém escapando da atividade primária, meramente extrativa, para agregar-lhe valor, via transformação.

É o caminho que a lógica sugere e que o governador Romeu Zema anunciou esta semana ao apresentar, não sem uma boa dose de surpresa, o projeto “Silício, da Mina ao Chip”, incluído numa agenda ainda mais ambiciosa batizada de Pró Minas, para agregar valor a toda a cadeia mineral, principal suporte da economia regional e motor da colonização da antiga província.

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Trata-se, primeiro, de compreender que a mineração é muito mais ampla que o minério de ferro, lembra o subsecretário de Promoção de Investimentos e Cadeias Produtivas, Juliano Alves Pinto. “Queremos oferecer condições para que o Estado se apresente ao mundo como um cluster de mineração, atraindo empresas que contemplem toda a cadeia produtiva desses insumos”, declarou. Lembrando JK, esta é a ideia-síntese que conduz ao projeto “Silício, da Mina ao Chip”, explica Marcos Mandacaru, especialista em atração de investimentos e assessor do vice-governador Paulo Brant. O que se pretende é englobar toda a cadeia, da extração e transformação do mineral das rochas de quartzo até as diferentes aplicações industriais, especialmente no grau eletrônico para o desenvolvimento de chips”.

Em termos práticos, prossegue, o governo mineiro está propondo que estas atividades comecem e terminem no Estado, que dispõe de reservas amplas e diversificadas, as atividades de extração estão consolidadas mas a partir desse ponto não avançaram na escala possível.

Nesse ponto reside a diferença e transparece a ousadia que tem por objetivo final atrair investimentos e criar oportunidades de negócios para novas indústrias, com forte visão de inovação e incorporação de tecnologias avançadas. Nesse contexto outro ponto capital será a retomada de esforços para concluir o projeto da Unitec Semicondutores e a mineradora Simbel. A intenção é que toda a cadeia de semicondutores possa operar no Estado.

São ideias empolgantes e, se concretizadas, capazes de transformar a economia regional, elevando-a a um novo patamar e  ampliando os espaços de atuação e competição da indústria eletrônica, hoje diversificada e consolidada no Sul do Estado. Cabe aplaudir o governador Romeu Zema e sua equipe que apontam na melhor direção, assinalando também que este não é, ou não deve ser, um projeto de governo, com datas para começar e acabar, mas sim um projeto de Estado, como tal permanente.

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