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Opinião

EDITORIAL | Mineração é solução!

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CRÉDITO: ARQUIVO DC

Tratamos aqui, na terça-feira (20), da ameaça representada pelos chamados “fundos abutres” no processo de recuperação judicial da Samarco, a exemplo do que já ocorreu muitas outras vezes no País.  Em episódios semelhantes, em outros países e continentes, as vítimas foram a Argentina, na negociação de sua dívida com credores internacionais, e empresas nos Estados Unidos. É preciso agir, para impedir que a ameaça se consume e acabe prejudicando o bom momento vivido pela indústria da mineração em Minas Gerais e no Brasil.

De fato, o setor tem avançado de forma consistente no objetivo de contribuir efetivamente para o crescimento da economia mineira. Aqui mesmo neste espaço, onde o DIÁRIO DO COMÉRCIO expressa a sua opinião e posicionamento sobre questões do mais alto interesse de Minas Gerais, publicamos recentemente editorial cumprimentando entidades públicas e privadas pela criação de projeto que visa discutir o futuro de Itabira na era pós-mineração.

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Em outra recente e relevante iniciativa, a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais aprovou o acordo firmado entre a Vale e o Governo de Minas Gerais para reparação dos prejuízos provocados pelo rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho. Estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – Fiemg mostra a importância deste acordo para o Estado.

Os grandes números deste estudo mostram que apenas os recursos previstos na primeira fase, de R$ 11,06 bilhões (1/3 do total de R$ 37,68 bilhões) vão gerar aumento de R$ 14,9 bilhões no faturamento do Estado, 49,8 mil empregos diretos, R$ 4,2 bilhões em massa salarial e R$ 764,4 milhões em arrecadação de impostos. Tudo isso resultará no aumento de 1,9% no PIB (Produto Interno Bruto) de Minas Gerais.

Também o acordo da Samarco, decorrente do rompimento da Barragem do Fundão em Mariana, trará benefícios expressivos para Minas Gerais e dezenas de municípios ao longo do eixo Minas-Espírito Santo. Os estudos disponíveis indicam que a receita da Samarco representava, respectivamente, 1,5% e 6,4% no PIB de Minas Gerais e do Espírito Santo (dados de 2015, último ano em que a empresa operou antes do acidente).

No mesmo período, os recursos gerados pela Samarco, em impostos, responderam por 54% da receita de Mariana (MG), 35% de Ouro Preto (MG) e 50% de Anchieta (ES). Hoje, a Samarco mantém cinco mil fornecedores ativos e, em 2018, as compras realizadas totalizaram R$ 634 milhões. Em 2019, já com a proximidade da retomada de operação, este valor chegou a R$ 1,4 bilhão.

Avançam bem, como se vê, as tratativas para assegurar o futuro de Itabira e região no pós-mineração, assim como o equacionamento dos acordos de Brumadinho e Mariana. As autoridades mineiras e capixabas precisam estar atentas. Os fundos abutres são poderosos, podem prejudicar credores preferenciais como os empregados e pequenos fornecedores e, no extremo, inviabilizar o acordo da Samarco com a sociedade mineira.

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