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Opinião

EDITORIAL | Nos falta é criatividade

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Crédito: Freepik

É fato objetivo que o País acumula dificuldades que vão além de sua capacidade de reação, pelo menos se encaradas sem inovação e quebra de paradigmas. Os bons entendedores compreenderão que estamos propondo também padrões de gestão pública bem diferente daqueles que têm sido não apenas predominantes como causa de muitos dos problemas que estão por ser enfrentados.

Ilustra a perfeição o que estamos dizendo sobre a questão das restrições, em alguns casos realidade e não somente previsões, no suprimento de energia elétrica. Como é sabido, no ano corrente enfrentamos queda drástica no regime pluviométrico ou, precisamente, a pior seca dos últimos 91 anos, resultando grave comprometimento para os reservatórios das principais hidrelétricas.

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Um drama que não parece estar sendo bem percebido em Brasília, conclusão reforçada pela virtual inércia diante do que se passa e, pior, do que pode vir a acontecer em muito pouco tempo. Afinal, são objetivos os riscos de racionamento, embora fontes oficiais prossigam negando a possibilidade, ou mesmo de apagão, o que poderá acontecer entre os meses de novembro e dezembro. Em resumo, uma corrida contra o tempo que depende agora muito mais de criatividade que de recursos para investimentos que estão abaixo das necessidades há pelo menos 20 anos.

Caso de indagar, por exemplo, porque não é retomado o horário de verão, que comprovadamente reduz o consumo de eletricidade. Mais por teimosia, aparentemente, o governo federal diz que a economia no caso seria muito pequena. Pode até ser, mas qualquer economia é bem-vinda e necessária, nada impedindo por outro lado que o sistema seja revisto e melhorado, nunca banido. Da mesma forma merece ser incluída no rol das medidas emergenciais proposta da Federação das Indústrias de Minas Gerais, no sentido de que sejam alternados turnos de trabalho, gerando menor consumo justamente nas horas de pico, além de ganhos para a circulação urbana.

Se nos faltam tempo e recursos, certamente não carecemos de criatividade e este, a estas alturas, descartada a hipótese de substancial socorro de São Pedro, é o caminho a ser perseguido, para além dos exemplos citados neste comentário. Enxergamos, como forma de atenuar os problemas que estão à vista, um somatório de esforços, alguns maiores outros menores, todos resultantes da conscientização da necessidade de um esforço coletivo. Repetindo, para concluir, o tempo vai se encurtando e os sinais negativos ganham força, um complicador a mais para os que também esperam que a economia inicie e consolide um ciclo de recuperação.

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