COTAÇÃO DE 24/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,3430

VENDA: R$5,3440

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3800

VENDA: R$5,5030

EURO

COMPRA: R$6,2581

VENDA: R$6,2594

OURO NY

U$1.750,87

OURO BM&F (g)

R$301,00 (g)

BOVESPA

-0,69

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião

EDITORIAL | Política sem novidades

COMPARTILHE

Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A temperatura na política nacional continua elevada, conforme sinais claros que puderam ser observados na semana que termina. No cercadinho do Palácio da Alvorada, palco de alguns acontecimentos um tanto bizarros, o presidente da República disse, com alguma dose de surpresa não fossem seus movimentos sempre imprevisíveis, que pode não ser candidato à reeleição no próximo ano, caso os tais “votos impressos e auditáveis”, expressão tirada não se sabe de onde exatamente, não estejam disponíveis.

Um recuo sensível e evidente para quem pouco antes dissera que sem as mudanças reclamadas poderia não haver eleições no próximo ano. Muito provavelmente, nestes já quase três anos de governo, a mais contundente das ameaças de Bolsonaro.

PUBLICIDADE

Nada, no entanto, capaz de impedir movimentos na direção contrária, com o presidente também antecipando uma “pequena reforma” ministerial na próxima semana. Algo intrigante, conforme o que já foi antecipado, são as mudanças prometidas para o staff mais próximo do presidente do Palácio do Planalto, em que oficiais generais são substituídos por civis, dando mais força ao tal Centrão e deixando dúvidas sobre uma possível debandada de militares.

O candidato que pode não ser candidato joga, às claras, o jogo eleitoral, buscando reforçar sua posição, mesmo que para isso seja preciso recriar o Ministério da Previdência, que deixa as asas do Ministério da Economia, tornando ainda mais distante a promessa, feita na campanha anterior, que, se eleito, reduziria a quinze os então trinta e poucos ministérios. A conta mais uma vez não fechou, da mesma forma que o ajuste fiscal é, de fato, assunto esquecido.

Em resumo, são os arranjos conhecidos, mais uma vez repetidos, mesmo contrariando tudo que o então candidato disse e prometeu na campanha de 2018. Ao contrário do que dizem aliados, para os quais a rearticulação política em curso visa apenas fortalecer a base política do presidente e, consequentemente, a própria governabilidade, ao mesmo tempo que, em tese, reforça a musculatura para enfrentar as pressões crescentes que vem da comissão parlamentar que apura desvios, das mais variadas naturezas, nas ações de governo destinadas a combater e conter a pandemia. Com alguma dose de inocência, ou coisa muito pior, alguém disse que com a nova estrutura será mais fácil fazer as articulações necessárias.

Concluindo, parece definitivamente claro que a nova política, onde não existiriam espaços para conchavos, morreu antes mesmo de ter nascido e foi devidamente sepultada pelos verdadeiros donos do poder.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!