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EDITORIAL | Receita para fazer melhor

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Crédito: Pixabay

A julgar pelos relatos que chegam de Brasília, existiriam, na cúpula da administração federal, severas divergências sobre a mais adequada abordagem para os problemas econômicos que o País enfrenta, inesperadamente agravados pela pandemia, bem como com relação à rota de recuperação, esperada para o próximo ano.

Conforme o que tem sido dito, existiriam no Planalto pelo menos duas alas divergentes, uma defendendo que a retomada seja anabolizada com investimentos públicos e consequente incremento de obras de infraestrutura, outra argumentando que o déficit público este ano já passou a barreira dos R$ 500 bilhões e que a tarefa mais urgente é melhorar as contas públicas, com disciplina e redução de gastos que afastem o risco de um descontrole que mais à frente poderia ter efeitos paralisantes.

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Quem for capaz de enxergar o quadro atual com objetividade e livre de impulsos movidos por interesses políticos, muito provavelmente concluirá que uns e outros têm razão. Levar a economia a uma reação positiva significa, nas condições que se apresentam, encontrar meios e modos de promover investimentos, tendo como foco e ponto de partida o entendimento de que o País não tem mais como adiar obras de recuperação da infraestrutura, especialmente nas áreas de transporte e energia. Trata-se, e repetindo um discurso que já envelheceu, de atrair a iniciativa privada, num convite que implica garantia de retorno e segurança jurídica, tudo isso com a agilidade que as circunstâncias tornam impositivas.

Com toda certeza a indecisão paralisante é o pior dos mundos, da mesma forma que a intensidade e complexidade dos problemas a enfrentar recomendam adequada sintonia entre os agentes públicos, todos eles focados no objetivo comum e assim fazendo do sucesso seu maior capital político. Maior mesmo que o risco potencial de algumas decisões que mais dia menos dia terão de ser tomadas, muito possivelmente para contrariar justamente os grupos que se apropriaram do Estado brasileiro exclusivamente em seu proveito. Nesta inversão de valores, quase uma maldição que vai se eternizando, esta o maior dos obstáculos a superar, aí sim numa equação em que os dois grupos mencionados na abertura deste comentário tornam-se convergentes.

Sem o claro entendimento dessa realidade, será muito difícil avançar na direção da recuperação da economia em bases sustentáveis, em que todo este processo seja visto, de fato, na perspectiva do desenvolvimento econômico e social.

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