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Crédito: REUTERS/Adriano Machado

O ministro Paulo Guedes, aparentemente contornadas as diferenças de opinião entre ele e o presidente Bolsonaro, continua no posto e prossegue repetindo que o Brasil surpreenderá o mundo, com uma recuperação econômica rápida, em “V”, cujos primeiros sinais ele diz já enxergar.

Em síntese, foi o que disse o ministro da Economia em seu mais recente encontro com empresários, discurso que repetiu em seguida numa “live” com o presidente da República e em entrevista ao jornal britânico “Financial Times”. Para o ministro, nos próximos dois ou três meses o País vai disparar duas ondas, uma de produção e emprego, outra de investimentos, o que só não acontecerá se faltar entendimento político – “se continuarmos brigando a bordo”-, hipótese em que a economia continuará afundando e assim permanecerá durante algum tempo, antes de voltar à tona.

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Com toda certeza, faz parte do ofício do ministro transmitir confiança e otimismo aos agentes econômicos, situação que não mudou nem mesmo com o anúncio, na última segunda-feira, de que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 11,4% na comparação com igual período do ano passado e 9,7% se a comparação for com o primeiro trimestre do ano.

Estes são os piores resultados para a série histórica iniciada em 1996, com a indústria de transformação chegando aos 20% de queda, ficando o lado positivo por conta da indústria extrativa, com crescimento de 6,8% explicado pelo  aumento da extração de petróleo, e da agropecuária, que está exibindo 1,5% positivos.

Números absolutamente indesejados, mas esperados por conta, principalmente, da pandemia e da consequente quarentena. Números que poderiam ter melhores, ou menos ruins, se a administração federal tivesse sido mais ágil na definição e implementação de táticas destinadas a oxigenar a economia, mesmo em condições tão adversas.

Exatamente o cardápio que volta a ser prometido, nele incluída a reforma administrativa acompanhada de “rígido” programa de contenção de despesas para reduzir, simultaneamente, o tamanho do rombo nas contas públicas e da desconfiança dos investidores.




Quem torce pelo Brasil, quem espera ver o País inverter a curva recessiva agora confirmada, torce também pelo ministro da Economia, torce para que suas previsões sejam corretas. Por isso mesmo se anima a lembrá-lo que as promessas e previsões agora repetidas são essencialmente as mesmas feitas ainda na campanha e reiteradas depois da posse do governo de que ele faz parte. Foram até agora 500 dias de trabalho, tempo suficiente pelo menos para a definição de planos e da estratégia para sua implementação, passos essenciais, mas que continuam ocupando o espaço reservado às promessas.

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