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Impactos causados pela queda da Selic

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Crédito: Wilson Dias/ABr

Gustavo Fiuza Costa Vaz *

Mais uma vez, neste ano, o Banco Central do Brasil optou por reduzir a principal taxa de juros do País, a Selic. Uma redução de 0,5% trazendo de 6% ao ano para 5,5% ao ano. Este é o menor valor registrado para a Selic na história do País. Mas o questionamento sobre esta decisão continua nas mentes de muitos cidadãos, e o que isso tem a ver comigo? A resposta é tudo!

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Para o lado empresarial, uma redução da taxa de referência do País significa que as empresas conseguirão buscar crédito mais barato para alavancar suas operações, o que pode incentivar, nos próximos anos, um incremento em contratação de mão de obra. Tal fato pode ajudar na diminuição do desemprego, problema que vem trazendo dificuldades para grande parte das famílias brasileiras.

As empresas também conseguem trocar dívidas antigas mais caras por novas dívidas mais baratas com seus fornecedores de crédito, o que alivia o grau de endividamento operacional e, por consequência, melhora sua margem de lucratividade.

Pelo lado do cidadão, muitas oportunidades surgem. Pessoas endividadas terão uma brecha muito valiosa para renegociar suas dívidas a taxas mais baixas ou conseguir crédito para financiamento de algum bem, também a um custo de crédito mais barato. Isto pode vir a incentivar o consumo das famílias, reaquecendo a economia brasileira que se encontra tão estagnada.

E por último, na visão do investidor, esta redução da taxa Selic cria uma dicotomia no mercado de capitais. Os produtos de baixo risco, que em sua grande maioria possuem seus rendimentos atrelados direta ou indiretamente a esta taxa básica de juros, começam a render muito pouco, sendo então buscados pelos investidores somente pela segurança.

Já os investimentos mais arriscados começam a se tornar mais atrativos pela sua capacidade de prover resultados muito mais elevados que sua contraparte de baixo risco. Exemplos muito comuns das escolhas dos investidores são os fundos de investimentos multimercado, de ações, imobiliários e – o mais notório deles – as ações das empresas listadas na Bolsa de Valores Brasileira.

É preciso, no entanto, entender alguns pontos importantes. Existe ainda uma expectativa entre os grandes gestores de fundos do Brasil que os cortes na taxa Selic irão continuar até o final do ano, podendo chegar entre 5,25% e 5% ao ano. Estes cortes não geram efeitos imediatos, mas um processo em cadeia que pode demorar de seis meses a um ano para começar a ser sentido na economia, isto porque os bancos não ajustam seus preços do crédito imediatamente.

Outro ponto importante é que os investidores não precisam ficar angustiados para tomar, sozinhos, suas decisões, pois muitas vezes eles não possuem conhecimento suficiente para tal ação. Existem inúmeros profissionais na área, como assessores de investimentos, consultores e gestores cuja função é ajudar pessoas no processo decisório de seu futuro financeiro.

* Operador de mesa de renda variável da Atrio Investimentos

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