Óvnis na Amazônia

10 de julho de 2021 às 0h10

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Crédito: Pixabay

“Depois de algumas semanas (…), não tive mais dúvida alguma.” (Coronel-aviador Uyrangé Hollanda)

Entre setembro e dezembro de 1977, a Força Aérea Brasileira desenvolveu na Amazônia uma operação sigilosa ligada aos óvnis. Pelos incríveis resultados alcançados, a assim denominada “Operação Prato” é considerada um dos mais extraordinários feitos mundiais na área da investigação ufológica. A fascinante história, recheada de pormenores instigantes, só veio a lume vinte anos depois, graças à atitude intrépida do oficial-aviador que comandou os trabalhos. Já na reserva, como coronel, ele reconheceu chegada a hora de quebrar o sepulcral silêncio, guardado pelo tempo que durou sua presença na ativa.

Uyrangé Bolivar Soares de Nogueira Hollanda o nome do oficial. Capitão-aviador paraquedista, conhecedor dos segredos da selva, ele organizou e chefiou, por determinação do Comando Aéreo em Belém, uma investigação de amplitude com inimagináveis desdobramentos. Dele a iniciativa desassombrada, sem precedentes, de contatar líderes da comunidade ufológica para contar o que sabia. “Estou na reserva, cumpri lealmente minha missão para com a Aeronáutica. O que eles podem me fazer?”  Foi o que disse, com seu jeito franco de expressar, ao ser questionado sobre a eventualidade de tornar-se alvo de sanções, face às revelações. Revelações de fortíssimo impacto. Memoráveis. Criaram condições alentadoras para uma ação de pesquisa mais desenvolta em torno dos incidentes, reportados por centenas de pessoas, ocorridos numa parte de apreciável dimensão do território amazônico, envolvendo naves e seres estranhos, com comportamento até certo ponto assustador. Amedrontados nativos asseguravam que as naves e seus tripulantes emitiam jatos de luz ofuscante, com “propósitos vampirescos”. A intensidade dos relatos levou a FAB a constituir o grupo-tarefa liderado pelo experiente Uyrangé Hollanda.

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Uyrangé foi sabatinado por dois ufólogos e jornalistas de alto nível, Ademar Gevaerd e Marco Antônio Petit, editor e coeditor da apreciada revista “Ufo”. Seu depoimento, em parte acompanhado pelos conhecidos jornalistas Luiz Petry, da Rede Globo, e Bim Cardoso, da extinta Rede Manchete, arrastou-se por 48 horas, em clima de espanto e embevecimento, tal o conteúdo das informações liberadas. O coronel não relutou em confessar que, de princípio, “a operação alimentava o objetivo de desmitificar os fenômenos.” Afiançou que, ele próprio, mostrava-se bastante “cético a respeito de tudo.” Informou, também, que sua designação para a missão derivara da circunstância de conhecer, como poucos, a zona onde vinham ocorrendo as aparições. “Mas depois de algumas semanas de trabalho, quando os discos começaram a aparecer de todos os lados, enormes ou pequenos, perto ou longe, não tive mais dúvida alguma” –, desabafou o militar.

Cabe esclarecer, a esta altura, que os habitantes dos lugares visitados pelos discos apelidaram o fenômeno de “chupa-chupa”. Em evoluções geralmente noturnas, aparelhos de diferentes formatos, sobrevoavam pequenas comunidades rurais e ribeirinhas, emitindo projeções luminosas de efeito paralisante sobre as pessoas, mulheres na maioria. As vítimas se queixavam de vertigens, dores no corpo, tremores, sonolência, fraqueza, rouquidão, descarnação da pele lesada, queda de pelos. Tais sintomas foram registrados em numerosos laudos médicos.

O grupo-tarefa, como é óbvio, não conseguiu desvendar o imperscrutável enigma dos óvnis, recoberto, como sabido, de peculiaridades situadas acima da compreensão humana. Mas, com toda certeza, em rolos e mais rolos de filmes, centenas de fotos e testemunhos oculares à margem de suspeitas, coletou uma documentação de inestimável valia na busca, que mantém tanta gente empenhada, de respostas racionais para as infindáveis interrogações suscitadas pelo momentoso tema. Vale a pena conhecer um pouco das declarações do coronel, a serem vistas adiante.

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