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Adelaide M C Baeta*

Ao final do século 20, o processo de globalização se encarregou de demonstrar a relevância do conhecimento para o processo de produção e para a competitividade das empresas e organizações de modo geral. Em todos os setores da economia o conhecimento passou a ser considerado ativo essencial.

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Muitas mudanças e transformações ocorreram, sobretudo o desenvolvimento acelerado da tecnologia de informação. O avanço do conhecimento científico e tecnológico em diferentes áreas de estudo permitiu mudanças significativas na comunicação e no aumento da produtividade de bens e serviços sofisticados.

Todavia, transformações na organização social com vistas ao bem-estar da maioria das populações, acesso de todos aos benefícios das tecnologias e melhoria na relação com a natureza ainda estão a desejar. Haja vista a grande desigualdade socioeconômica dos países em desenvolvimento e a crise econômica que se acelerou nos últimos quatro anos.

Diante desse cenário, o coronavirus surge para aumentar o sofrimento humano, acentuando as diferenças na qualidade de vida de grande parte da população em várias regiões e lançando um grito de socorro pela vida no Planeta. Estudiosos e organizações civis têm apresentado resultados de pesquisas e análises apontando para a necessidade de repensar o nosso modo de viver no século 21.

Com tantos recursos tecnológicos, avançamos pouco nas transformações para a melhoria nas condições de vida de grande parte dos habitantes do planeta. Basta observar que a fome ainda persiste em muitas regiões e algumas doenças infecto contagiosas, além do aumento de doenças degenerativas e agora a pandemia Covid-19 a nos atormentar.

Não por acaso filósofos, economistas, psicólogos, sociólogos, juristas e tantos estudiosos e pesquisadores têm se mobilizado nas discussões sobre tais questões.
No Brasil, desde o início da pandemia contam-se vários manifestos de estudiosos e pesquisadores sobre o grave problema da crise sanitária e da crise socioeconômica que vem preocupando o conjunto da sociedade.

Um recente manifesto de economistas e pesquisadores da Universidade de Campinas nos alertam sobre o neoliberalismo: Chegou a hora de abandonar a estratégia neo liberal. Ela se mostra totalmente inadequada e danosa para o enfrentamento da atual crise e suas futuras consequências. O neoliberalismo dá sinais de exaustão em diversas regiões do mundo e atinge as sociedades com o crescimento do desemprego e da fome.

Preocupação semelhante está explícita no manifesto de economistas e pesquisadores da UFMG sobre a relevância das iniciativas de preservação da vida em tempos de pandemia e a afirmação da prioridade da vida sobre a produção e o lucro.

Já não é possível ignorar o descuido com populações inteiras relegadas a uma situação de fome e indigência absolutamente desumana. Está claro o reconhecimento de que não só o Brasil, mas o Planeta pede socorro. E com alento podemos afirmar que muitos estão atentos e trabalham na direção de reescrever a história e contribuir para a almejada transformação do modo de vida na Terra.

Corroborando os debates, uma plêiade de jovens, com experiências diversas atendem ao chamado do Papa Francisco, para debater e encontrar respostas para os problemas que afligem a humanidade atual.

A gravidade do momento nos pede análises e reflexões em profundidade na busca de novos rumos e soluções.

Onde foi que deixamos escapar o ingrediente necessário para avançar na qualidade de vida no planeta e no respeito à natureza? E a resposta pode estar nas palavras de William Durant: A ciência nos dá o conhecimento, mas só a filosofia pode nos dar a sabedoria!

Nesse contexto o DIÁRIO DO COMÉRCIO, com responsabilidade e atento às grandes questões do momento, dá uma contribuição importante ao abrir espaço para esse debate e reflexões sobre a realidade, com o projeto: Juntos Pelas Empresas De Minas, em parceria com diversas organizações.

O evento, promovido nos dias 18 e 19 de maio, contou com a participação de empresários, associações de classe e membros das agências governamentais de fomento à pesquisa e desenvolvimento, foi gratificante observar o interesse e alto nível dos debates na busca de novas estratégias e modelos de gestão da produção.

Os participantes foram unânimes em apontar a necessidade de repensar a sociedade atual em busca de respostas para vencer os desafios do mundo contemporâneo e alcançar melhor distribuição das riquezas e um desenvolvimento sustentável.

Já não nos basta o avanço da ciência. Para além da Sociedade do Conhecimento, a vida no Século 21 exige mudanças com base em análises sobre a convivência humana, que só a reflexão ética e filosófica pode nos oferecer.

*Doutora em Engenharia de Produção e professora aposentada da UFMG

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