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Cesar Vanucci*

“O Brasil está terrivelmente triste…” (Antônio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda nos governos militares)

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Extraídos do noticiário nosso de cada dia cá estão avaliações de conhecidos formadores de opinião a respeito das coisas que rolam no trepidante, não poucas vezes conturbado, cotidiano da vida nacional.

Tristeza. “O Brasil está terrivelmente triste, a pátria amada corre perigo de vida. Ao seu velório antecipado compareceram o eleito e os escolhidos por ele para governar depois da vitória nas urnas em 2018. O que deveria ser uma “reunião ministerial”, presidida pela própria Constituição (“Eu sou ela”, como afirma Bolsonaro), revelou-se um teatro de horror.” (Ex-ministro Antônio Delfim Netto – “CartaCapital”)

Paradoxo. “A iniciativa é livre enquanto os empreendedores estão legitimados pelo manto protetor da moeda, administrada pelo Estado.” (…) “O pandemônio econômico ensina: “O dinheiro acima de todos, o Estado acima de tudo”. A restauração das relações de propriedade e de apropriação só pode ser efetuada pela ação discricionária do Estado – Banco Central e Tesouro Nacional. É o paradoxo da livre iniciativa.” (Luiz Gonzaga Belluzzo, economista – “CartaCapital”)

Sedentarismo. “Está na hora de falar de outra pandemia: a da inatividade física. Estudo em Harvard já mostrou que 9% das mortes no mundo podem ser atribuídas ao sedentarismo.” (…) “Metade da população brasileira não atinge a quantidade mínima de atividade física necessária pra se manter saudável: 150 minutos de atividade em intensidade moderada ou 75 minutos em intensidade vigorosa por semana.” (Bruno Gualano, professor da USP, especialista em fisiologia – “Folha de São Paulo”)

Desemprego e endividamento. “Estamos fazendo o que precisa ser feito? Programa oficial de apoio à economia tem muitas falhas; ajustes na rede assistencial e mais gastos a fundo perdido para empresas devem vir juntos com redução de juros em curto e longo prazos.” (…) “Algum dia a pandemia vai acabar. Além do trágico legado de mortes e do desemprego, que pode chegar a 20 milhões de pessoas, o Brasil sairá dela muito mais endividado do que estava. A dívida pública, que era de cerca de 75% do PIB, chegará ao final deste ano a mais de 90%. O endividamento do setor privado, especialmente das empresas, será muito mais elevado também. Não é um problema exclusivamente brasileiro. O mundo sairá da crise mais endividado, mas, na comparação internacional das medidas de apoio à economia, tanto na política fiscal como na política monetária, há vários países que fazem mais do que nós. Enquanto nosso déficit fiscal para 2020 está previsto em 9,9% do PIB, a previsão para os Estados Unidos, por exemplo, é de mais de 20% do PIB”. (Persio Arida, economista, ex-presidente do BNDES e do Banco Central – “Folha de São Paulo”)

Aglomerações. “O Covid-19 avança sem levar em conta a justiça de reivindicações sociais.” (…) “Vivemos num mundo dominado pelas imagens. A do policial branco esmagando com o joelho o pescoço do rapaz negro de mãos atadas veio tão carregada de significados que desencadeou protestos nos Estados Unidos e em outras partes do mundo.” (…) “No Brasil, as aglomerações em apoio ao presidente, que se repetem todos os fins de semana desde o início da epidemia, bem como as passeatas organizadas por manifestantes opositores, embora reúnam muito menos gente do que os protestos dos americanos, acontecem em péssima hora. Em São Paulo, Rio de Janeiro e em outras capitais, o número de mortes tem aumentado todos os dias e sobrecarregado o sistema de saúde, que chega ao colapso em várias cidades.” (Dráuzio Varella, médico – “O Globo”)

Capitalismo consciente. “Entre os desafios impostos pela sociedade do século XXI está a adaptação de modelos de negócios na entrega de resultados sem deixar de lado a colaboração para um mundo melhor. Esta é uma premissa do “capitalismo consciente”, que propõe a empresas e empreendedores a repensarem a maneira de vender, consumir e de se relacionar.” (…) “A construção de um mundo melhor passa por uma ampla aliança social. Empresas, executivos e sociedade devem se unir em prol de um bem comum.” (Mara Bianchetti – “DIÁRIO DO COMÉRCIO”)

Frente ampla. “Foi bom ver a Marina Silva, o Fernando Henrique e o Ciro Gomes, entrevistados pela Miriam Leitão, falando na TV sobre uma frente ampla para enfrentar o caos, que é como estão chamando o governo do Brasil lá fora. Também foi bom ver manifestantes na rua desfilando pela democracia e contra a ameaça fascista.” (…) “Não se sabe bem o que representam hoje, em matéria de poder de mobilização, os entrevistados da Miriam. Se não representam muito politicamente, pelo menos representam a resistência que muita gente já julgava natimorta, e que mostrou que não apenas existe como se manifesta, ou começa a se manifestar.” (Luis Fernando Veríssimo – “O Globo”)

* Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

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