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Alexandre Moura*

O coronavírus provocou uma mudança na hotelaria mundial. Se antes, os hotéis precisavam oferecer aos hóspedes bons equipamentos e serviços e um atendimento adequado, com o surgimento do Covid-19, o que se tornou importante e essencial é a segurança sanitária praticada para garantir a saúde dos clientes e colaboradores.

Os hotéis precisaram implantar novos protocolos em um curto espaço de tempo. Fazendo um paralelo, o coronavírus chegou como um carro de Fórmula 1 e a hotelaria é um carro normal que precisou correr atrás para investir em procedimentos de combate à doença.

A Vigilância Sanitária, em parceria com as entidades hoteleiras, pretende lançar, ainda neste ano, um selo para certificar os hotéis que atendam aos novos procedimentos de higienização e assepsia. Os órgãos de fiscalização vão verificar quem implantou as diretrizes e protocolos no enfrentamento do Covid-19. Essa certificação será um fator determinante quando as pessoas tiverem de decidir sobre hospedagem.

Nos últimos dois meses, implantamos novas medidas para garantir a higienização completa das áreas comuns e apartamentos, como também, a segurança e proteção dos colaboradores e hóspedes.

As mais importantes são:  uso de produtos de limpeza específicos; utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) pelos colaboradores, que até então não eram exigidos pela Vigilância Sanitária; serviços opcionais de café da manhã e almoço no quarto, maior espaçamento  entre mesas no restaurante e andares exclusivos  para hóspedes da mesma empresa que possam estar em home office.

A readaptação pela qual passará a hospedagem também deve se estender a todos seminários, congressos, festas, encontros e reuniões realizados frequentemente em hotéis. A hotelaria também terá que implementar protocolos de higienização e distanciamento social. Por isso, o selo será importante para garantir a segurança de quem trabalha ou participa desses eventos.

A nossa expectativa é que o segmento de hotelaria terá a retomada de negócios somente em 2021. Muitos hotéis que suspenderam as atividades talvez não voltem a operar por dificuldades financeiras ou pela impossibilidade de conseguir implantar os novos protocolos de combate ao Covid-19.

Além disso, a previsão das entidades do setor é que as viagens de lazer, quando retornarem este ano, devem ser feitas em um raio máximo de 400 quilômetros do local de origem. Os turistas vão optar por viagens de carros e para lugares com menos concentração de pessoas.

* Gerente de Hospedagem do My Place Savassi e do Hotel Glória Caxambu