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Crédito: REUTERS/Ricardo Moraes

Luís Fernando Guggenberger*

Vivemos um momento crítico, sem precedentes nos últimos cem anos no País. E sabemos que a única forma de controle do Covid-19 (Coronavírus) até então conhecida, é restringir a circulação e o contato entre as pessoas para evitar o esgotamento do Sistema de Saúde. Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) são alarmantes e contabilizam 200 mil infectados com 8 mil mortes em todo o mundo. No Estado de São Paulo, a doença avança consideravelmente. De um dia para o outro o aumento chega a mais de 45% nos registros confirmados. Enfrentamos uma pandemia.

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Abro antes um parêntese importante, pois para entendermos como e por que o quadro de proliferação deste vírus se dá em escala exponencial, é importante nos darmos conta de como estamos vivermos em um mundo cada vez conectado e interligado.
Entre as referências mais importantes que comprovam esse contexto, está a teoria dos

Seis Graus de Separação, que foi descoberta pelo psicólogo Stanley Milgran na década de 60 por meio de amostras com cartas enviadas pelos correios nos EUA. No início dos anos 2000 o mesmo teste foi refeito pelo físico-matemático Duncan Watts, utilizando e-mails, e ficou evidenciado que estamos separados uns aos outros por até seis pessoas. Em tempos de redes sociais, o próprio Watts mediu chegarmos a quatros graus de separação, logo este conceito mostra o risco e o patamar de exposição em que estamos.

Voltando ao ponto, os casos de maior gravidade se apresentam em pessoas com doenças preexistentes, uma parcela delas em decorrência de problemas respiratórios. No grupo de risco estão aqueles com algum déficit de função pulmonar, incluindo indivíduos com bronquite e asmáticos. E existe um lado bem sensível a toda essa situação, que acontece no dia a dia de nossas casas.

Uma das principais causas de doenças respiratórias é a presença de mofo nas paredes, por conta de questões relacionadas à falta de impermeabilização. Especialistas já alertaram diversas vezes para essa suscetibilidade social e o quanto o mofo pode causar, e piorar consideravelmente, as alergias respiratórias chegando a complicações gravíssimas.

Segundo a OMS, as doenças respiratórias crônicas representam a terceira causa de mortes no Brasil, ficando apenas atrás dos problemas cardiovasculares e dos cânceres. Outro dado alarmante é que a 4ª maior causa de internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) está relacionada às doenças respiratórias e destas 35% estão vinculadas diretamente ao contato com o mofo e outras patologias pelas quais as pessoas são expostas em suas residências.

Pandemias como essa que estamos enfrentando nos faz encararmos novas formas de vivermos e produzirmos, pois a ordem máxima é o afastamento, até isolamento, social. Experimentamos reorganizações econômicas com a possibilidade de novas estruturações de trabalho, a exemplo do home office, o trabalho em casa.

A partir deste momento, nada mais será a mesma coisa porque também vivemos inovações que podem vir atreladas às questões de produtividade em algumas funções. É, de fato, uma revolução na forma como trabalhamos e transitamos no universo, pois precisaremos também nos adequar às escolas de nossos filhos, por exemplo, tanto públicas quanto privadas, que adotaram medidas governamentais e encerraram suas atividades, por um período de tempo.

Todas essas medidas, para evitarmos aglomerações e contatos pessoais, são fundamentais para bloquear a velocidade de proliferação do vírus e evitarmos uma catástrofe ainda maior. Mas, neste momento, que tal caminharmos além? Que tal termos um olhar sistêmico sobre o problema? É uma grande oportunidade para nos atentarmos, finalmente resolvermos questões sensíveis à sociedade e que acabam piorando o caos.

Somados aos números dos problemas de saúde, é necessário olharmos uma outra questão também de saúde, a das residências. Segundo a Tese de Impacto Social em Habitação produzida pela Artemísia em parceria com Gerdau, Tigre, Votorantim Cimentos e o nosso Instituto Vedacit, cerca de 11 milhões de habitações encontram-se insalubres.

Pela Fundação João Pinheiro este número pode ser ainda maior, chegando a 16 milhões de residências e famílias convivendo com condições inadequadas de moradia diariamente. Grande parte destes números é ligada à população de baixa renda, que já vive dificuldade a uma série de serviços, logo, vamos imaginar a gravidade e profundidade da proliferação do vírus.

Todo este cenário nos traz uma reflexão muito importante e que pouco tem se falado, o do quanto precisamos nos preocupar a saúde das habitações, quanto vale o bem-estar de nossas residências? Pode sim, nos valer vidas. Precisamos olhar para a qualidade dos ambientes de convívio para que possamos nos proteger de forma adequada desses cenários como esse que enfrentamos hoje.

Neste momento é fundamental mantermos as nossas casas limpas e arejadas, mas não apenas isso importa, é também importante garantirmos uma boa estrutura das habitações, pois enfrentaremos tempos mais úmidos e chuvosos, o que pode agravar ainda mais a saúde das edificações, logo colocando as nossas famílias em mais riscos. A proteção deve ser mais íntegra possível para que seja realmente efetiva.

*Executivo de Inovação e Sustentabilidade da Vedacit, responsável pela coordenação das iniciativas de Inovação Aberta e pelo Instituto Vedacit

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