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Política

Osmar Terra nega a existência do “gabinete paralelo”

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Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Brasília – O deputado federal e ex-ministro da Cidadania Osmar Terra (MDB-RS) negou a existência de um “gabinete paralelo” da Saúde, disse ser defensor da vacina contra o coronavírus e afirmou que nunca sugeriu a “imunidade de rebanho” como estratégia para enfrentamento da Covid-19.

Por outro lado, criticou governadores e prefeitos pelas medidas de isolamento social e censurou o Supremo Tribunal Federal (STF), que — segundo ele — “limitou o poder” do presidente Jair Bolsonaro no combate à doença. O parlamentar fez essas declarações ontem, durante depoimento à CPI da Pandemia.

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Senadores contestaram as afirmações de Osmar Terra. O relator da comissão de inquérito, senador Renan Calheiros (MDB-AL), classificou o deputado como “um dos líderes do negacionismo”. Para o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), o posicionamento político de Osmar Terra ao longo da pandemia “infectou a ciência”. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse que o ex-ministro da Cidadania tentou usar o colegiado como “palco para a desinformação”.

Osmar Terra classificou a existência de um “gabinete paralelo” como “falácia”, “absurdo” e “ficção”. Ele confirmou a presença em um encontro no Palácio do Planalto em que Jair Bolsonaro recebeu médicos defensores do “tratamento precoce” contra a Covid-19 — entre eles, o virologista Paulo Zanotto e a oncologista Nise Yamaguchi. Terra disse, no entanto, que aquela foi a única vez que o grupo se reuniu e negou que o encontro tivesse como objetivo orientar o presidente da República.

“Gosto do presidente, tenho simpatia por ele. Quando, de vez em quando, ele me pergunta alguma coisa ou eu acho que tenho que falar alguma coisa, eu falo. Mas são opiniões pessoais. O presidente julga as coisas do jeito que ele quer. Ele não é teleguiado por ninguém. Eu não tenho poder sobre o presidente. Não tem cabimento uma coisa dessas. Isso não quer dizer que tem gabinete paralelo, estruturas paralelas. Isso é uma falácia. É um absurdo, uma ficção”, afirmou.

O ex-ministro da Cidadania disse que sempre foi um defensor das vacinas. Ele assegurou que só não recomendou a compra de imunizantes pelo governo brasileiro no início da pandemia porque, na época, eles ainda não existiam.

O senador Renan Calheiros apresentou à CPI vídeos em que o ex-ministro defende a tese da “imunidade de rebanho”. Em um dos trechos, Osmar Terra afirma: “Todas as doenças que tiveram mortalidade maior que a Covid-19 terminaram com a imunidade de rebanho. Vacina, só depois”. Para o relator da CPI, a posição do deputado nos vídeos “é um pouco diferente de uma defesa veemente da eficácia das vacinas”.

“O deputado Osmar Terra é um dos líderes do negacionismo. Nenhum dos seus prognósticos otimistas se realizou. Ao contrário, atingimos esta semana mais de meio milhão de brasileiros mortos. O que o levou a fazer tamanha e irresponsável declaração?”, criticou Renan Calheiros.

Questionado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o deputado admitiu que errou ao fazer “previsões otimistas” sobre o fim da pandemia. Em entrevistas e publicações nas redes sociais, Osmar Terra chegou a afirmar que o surto de coronavírus no Brasil duraria apenas 14 semanas. O parlamentar disse à CPI que fez as estimativas “baseado nos fatos que havia” em fevereiro e março de 2020 em países como China, Suécia, Coreia e Japão.

Renan Calheiros perguntou a Osmar Terra quantos brasileiros ainda precisariam morrer até que o País atinja uma eventual “imunidade de rebanho”. O depoente não respondeu. Osmar Terra, no entanto, negou que defenda essa tese como “uma técnica ou uma estratégia de enfrentamento” à Covid-19. Segundo o deputado, trata-se apenas do “resultado final de qualquer epidemia”.

STF – Osmar Terra defendeu Jair Bolsonaro da acusação de genocídio e disse que o presidente da República teve a atuação limitada pelo Supremo Tribunal Federal. Em abril de 2020, o STF garantiu a governadores e prefeitos autonomia para determinar medidas como isolamento social e fechamento de comércio, em complemento a ações definidas pelo governo federal.

O senador Omar Aziz reagiu. Ele classificou a afirmação de Osmar Terra como uma “mentira”.

Osmar Terra foi além: em alguns momentos do depoimento, o deputado pôs em dúvida a eficácia das medidas de isolamento e distanciamento social. Para ele, o “contágio familiar” contribuiu para elevar o pico de infecções pelo coronavírus. (Agência Senado)

Redes sociais podem ser investigadas

Brasília – O presidente da CPI da Covid no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou ontem que as plataformas de redes sociais, cujos representantes forem convocados a prestar esclarecimentos na condição de testemunhas à comissão, podem passar a ser investigados pelo colegiado.

Na semana passada, o vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou requerimentos de convocação dos representantes do Google, Facebook e Twitter no Brasil. Os pedidos, entretanto, ainda não foram votados pelo colegiado.

Ontem, Aziz disse que eles estão sendo convocados como testemunhas de crimes que estão sendo cometidos pela internet. “Prescrever medicamentos via Youtube, Instagram, Twitter, isso é um crime, um crime as pessoas estarem postando foto de coisas”, disse Aziz.

“Aliás, eles estão sendo convocados como testemunhas, mas poderão passar a ser sim investigados se assim a comissão decidir. Então é bom eles virem aqui e explicar direitinho que plataforma é essa que permite que, para uma doença tão difícil e tão dolorida para o Brasil, eles ainda permitam que as suas plataformas fiquem propagando medicamento que não tem nenhum tipo de resultado científico”, disse.

“Eles não estão vindo porque são nossos amigos não, não estão convidados para a festa”, completou o presidente da CPI.

Procurado, o Twitter disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentará as declarações do presidente da CPI e, ao mesmo tempo, afirmou que tem adotado iniciativas para “proteger a conversa em torno da pandemia”, como atualização de regras sobre conteúdos potencialmente enganosos que possam expor as pessoas a riscos e inclusão de um link com informações confiáveis sobre Covid-19 na busca da plataforma.

O Facebook, por sua vez, informou que não comentará as declarações do presidente da CPI da Covid e o Google não respondeu aos pedidos por comentários. (Reuters)

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