Crédito: Charles Silva Duarte / arquivo dc

Belo Horizonte tem grande potencial para atração de turistas de outros estados e do exterior. É o que mostra a pesquisa da Belotur que apontou que 41,2% dos visitantes da Capital, no ano passado, são do Estado de Minas Gerais; e no Carnaval apenas 0,4% dos foliões eram de outros países. Com a conquista do título de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), recebido pela capital mineira, Belo Horizonte eleva sua projeção nacional e internacional atingindo outros mercados, além disso, fortalece os segmentos ligados aos setores do turismo como a hotelaria.

Atento a esse potencial, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG), Guilherme Sanson, destaca a necessidade de articulação do setores para a implementação de uma economia criativa, a partir da gastronomia, potencializando e incrementando ainda mais os negócios para alavancar a economia local.

Sanson defende a união e a colaboração entre esses setores neste momento oportuno para a retomada e crescimento da economia.

“Turismo, hotelaria e gastronomia são segmentos interligados e que se beneficiam dos mesmos aspectos como movimentação turística, pontos turísticos e eventos. A valorização da culinária mineira, transformando-a em referência nacional e internacional é uma grande oportunidade de visibilidade da cidade e conquista para esses segmentos”, afirma.

Ainda de acordo com a pesquisa da Belotur, do total de visitantes entrevistados, 57,3% voltariam à cidade pelo lazer e pontuaram a hospitalidade e a culinária como destaques. “Diante desses dados, percebemos que o potencial turístico de BH já existe e nos quesitos hospitalidade e gastronomia, a cidade recebeu pontuação de 9,3 e 9,2, respectivamente. Sabemos também que Belo Horizonte é segundo município mais bem avaliado no tópico paladar pelos estrangeiros que visitaram a Capital entre 2016 e 2017, ou seja, a gastronomia mineira é relevante e o título veio para somar e incentivar ainda mais o turismo na cidade”, explica Sanson. “Por isso, é de extrema importância a união e colaboração desses setores na construção de práticas para incentivar o turismo na cidade, como promoções, eventos e qualificação da mão de obra”, complementa.

Com o título, Belo Horizonte passa a fazer parte do seleto grupo de 245 municípios (180 participantes eleitos nos anos anteriores e 65 deste ano) que compõem o núcleo de cidades criativas em todo o mundo. Destes, apenas 21 possuem o destaque na categoria gastronomia; possibilitando o compartilhamento de informações e experiências para o desenvolvimento de uma cultura de criatividade e indústria cultural na cidade, que alcançará os mais diferentes setores. “Diversos seguimentos vão se beneficiar com a introdução de uma economia criativa e estratégica, pois será possível desenvolver novas soluções de maneira colaborativa, o que irá gerar empregos e dinamizar a economia local”, defende Sanson.

Apenas dez cidades brasileiras integram a rede, Belém (PA), Paraty (RJ) e Belo Horizonte (MG), no quesito gastronomia; Curitiba (PR), Brasília (DF), Fortaleza (CE), também eleita neste ano pelo design; João Pessoa (PB), na área e artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), pela música e Santos (SP), pelo cinema. A capital mineira concorreu este ano com Cataguases (MG), na área do cinema; Aracaju (SE), na música e Fortaleza (CE). As indicações foram feitas pelo Itamaraty, responsável pela pré-seleção das cidades brasileiras. (Da Redação)