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Cine Santa Tereza celebra história do cinema brasileiro com sessões gratuitas

“Viva o Cinema Brasileiro!” propõe uma viagem por obras fundamentais da história do cinema brasileiro
Cine Santa Tereza celebra história do cinema brasileiro com sessões gratuitas
“Macunaíma”, clássico de 1969, é dos dos filmes que está em cartaz na mostra “Viva o Cinema Brasileiro!” no Cine Santa Tereza | Foto: Reprodução Macunaíma / Fundação Municipal de Cultura

Um percurso por obras fundamentais da história do cinema nacional. Essa é a proposta da mostra “Viva o Cinema Brasileiro!” realizada pelo Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89 – Praça Duque de Caxias) ao longo de todo o mês de junho. A programação reúne 22 filmes selecionados a partir da lista elaborada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) com os melhores filmes brasileiros de todos os tempos. As sessões acontecem até o dia 28 em horários variados. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados antecipadamente pela plataforma Sympla ou na bilheteria do cinema, com 30 minutos de antecedência, conforme disponibilidade. A programação completa da mostra pode ser consultada no Portal Belo Horizonte.

A mostra “Viva o Cinema Brasileiro!” homenageia um marco simbólico da cinematografia brasileira: em 19 de junho de 1898, Afonso Segreto realizou o que é considerado um dos primeiros registros cinematográficos feitos no Brasil, ao filmar a entrada da Baía de Guanabara a bordo do navio Brésil, utilizando um cinematógrafo dos irmãos Lumière. Inspirada por esse momento histórico, a programação propõe uma viagem por diferentes períodos, estilos e movimentos que ajudaram a construir a identidade do cinema brasileiro.

O recorte contempla produções realizadas entre as décadas de 1930 e 1980, oferecendo ao público um panorama histórico da nossa cinematografia. Entre os destaques estão clássicos como “Limite” (1931), de Mário Peixoto; “Ganga Bruta” (1933), de Humberto Mauro; “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto; “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade; e “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha.

A seleção também percorre diferentes vertentes do audiovisual brasileiro, incluindo o Cinema Novo, as chanchadas, o Cinema Marginal e produções ligadas aos grandes estúdios nacionais. Além de revisitar obras históricas e cineastas consagrados, a mostra reforça a importância da preservação da memória audiovisual brasileira e amplia o acesso do público a filmes que marcaram gerações e influenciaram o desenvolvimento artístico e cultural do País.

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