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Circuito Liberdade avança pelo Centro e cria Avenida Cultural na Afonso Pena

Projeto conecta espaços que promovem a arte, a cultura, a educação e a economia da criatividade
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Circuito Liberdade avança pelo Centro e cria Avenida Cultural na Afonso Pena
Avenida Afonso Pena, uma das principais da capital mineira, é agora Avenida Cultural | Foto: Divulgação Flávio Tavares

Belo Horizonte já tem o maior corredor cultural e turístico de sua história: a Avenida Cultural. O projeto conecta diversos espaços que promovem a arte, a cultura, a educação e a economia da criatividade, destacando também a memória, a arquitetura, a ancestralidade e a paisagem natural em toda a extensão da avenida Afonso Pena.

Com o lançamento da novidade, o Circuito Liberdade atualiza a vocação da via mais antiga e simbólica de BH de ser a síntese da experiência urbana na capital mineira e reforça a Capital como um dos principais destinos turísticos do Brasil. A iniciativa é do governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), Fundação Clóvis Salgado (FCS), do Cine Theatro Brasil e a Associação Cine Theatro Brasil.

O projeto é lançado no momento em que novos espaços são integrados ao Circuito Liberdade e chegam para potencializar a rede, criando conexões inéditas. Parque Municipal Américo Renné Giannetti, Centro de Entretenimento de Arte e Cultura (Ceac), do Edifício Acaiaca, Automóvel Clube e Igreja São José entram para o complexo, articulando patrimônio, arte, memória, fé, gastronomia, natureza e a arquitetura.

Na Afonso Pena, já estão integrados ao Circuito o Cine Theatro Brasil; o Palácio das Artes; a CâmeraSete; o P7 Criativo; o Mercado das Flores; o Museu do Judiciário Mineiro e o Museu dos Brinquedos.

O lançamento da Avenida Cultural também integra o Minas Essencial, programa da Secult-MG que une arte, patrimônio, cultura e turismo em uma estratégia unificada. “A Avenida Cultural traduz o propósito desse programa: revelar e valorizar aquilo que é único, autêntico e representativo da experiência mineira. Ao integrar espaços culturais, patrimônios, manifestações artísticas e paisagens urbanas ao longo da Afonso Pena, o projeto transforma a avenida em um convite permanente para descobrir a essência de Belo Horizonte”, destaca o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

Programação no ano

A Avenida Cultural já reservou programação especial para todos os meses deste ano. Na próxima semana, de 25 a 28, a consagrada “Festa da Luz” volta a iluminar o chamado Baixo Centro, com foco na Praça da Estação, Viaduto Santa Tereza. Nesta quinta edição, o festival se amplia e abarca a Praça Sete.

Em julho, tem a Cia de Dança Palácio das Artes realizando intervenção artística na Rodoviária, porta de entrada para BH e cartão de visitas do percurso. A segunda temporada do “Cine em Cena” apresenta “Férias no Cine – Encontro com a Cultura”, uma programação especial que ocupa o Cine Theatro Brasil durante o período de férias com atrações diversificadas e acessíveis para todos os públicos.

Além dessas atividades, os espaços integrantes do Circuito Liberdade preparam uma programação especial para o “Férias na Avenida”, com ações voltadas a crianças, famílias, estudantes, moradores e visitantes. A agenda reunirá oficinas, visitas mediadas, sessões de cinema, apresentações artísticas, atividades educativas e experiências de convivência, fortalecendo a Avenida Cultural como um percurso de descoberta e ocupação criativa do centro.

E tem muito mais nesse segundo semestre de 2026. A programação completa inclui várias atrações até dezembro comações de Natal, como iluminação ao longo da Afonso Pena e espetáculos como cantatas, comemorando o período natalino.

O presidente da Fundação Clóvis Salgado e coordenador-geral do Circuito Liberdade, Yuri Mesquita, destaca a importância da Avenida Cultural para descentralizar as ações do complexo. “Despertamos para a ideia desse grande corredor atentando para a própria matéria-prima que o Circuito Liberdade vem construindo ao longo dos anos. Agora, unimos tudo nesse grande projeto, deixando a gestão mais horizontalizada, soltando a corda para que os eixos de programação tenham autonomia. E isso reposiciona o olhar sobre o turismo e a cultura de Belo Horizonte”, declara.

Polo irradiador

O Cine Theatro Brasil, bem no “coração” da cidade – a Praça Sete – foi eleito como polo irradiador da programação da Avenida Cultural.

Para a diretora-executiva da Associação Cine Theatro Brasil, Eliane Parreiras, isso reforça a coletividade para os projetos culturais no Estado. “Na minha trajetória como gestora cultural em Minas, raríssimas vezes vi uma união de esforços criar tanta potência para uma cidade. Estar à frente do Cine Theatro Brasil, que por sua vez é ponto de articulação da Avenida Cultural, é uma oportunidade de demonstrar que cultura, turismo e criatividade se fazem, principalmente, com conexões e redes de colaboração”, afirma. (Com informações da FCS)

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