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Artesãs mineiras levam tradição do Jequitinhonha ao Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo

Estratégia combina valorização cultural e geração de negócios
Artesãs mineiras levam tradição do Jequitinhonha ao Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo
“Chão de Origem” vai ocupar Instituto Tomei Ohtake, um dos principais espaços culturais da capital paulista | Foto: Samuel Martins / Sebrae Minas

O artesanato de Minas Gerais chega a São Paulo com uma estratégia que combina valorização cultural e geração de negócios. Nesta quarta-feira (13), será lançado o catálogo “Chão de Origem”, dedicado ao Vale do Jequitinhonha, no Instituto Tomie Ohtake, um dos principais espaços culturais da capital paulista. A publicação é resultado de cerca de dois anos de trabalho do Sebrae Minas com ceramistas da região, com foco no resgate da identidade cultural, das referências simbólicas e dos modos de fazer tradicionais.

A programação inclui ainda a exibição de peças da coleção e uma roda de conversa com as artesãs, conectando produção, narrativa e mercado.”Quando o artesanato ocupa espaços como o Instituto Tomie Ohtake, ele dialoga com arte, design e arquitetura, amplia seu reconhecimento e se fortalece como produto competitivo no mercado”, afirma a gerente de Agronegócio e Artesanato do Sebrae Minas, Priscilla Lins.

Natural do Vale do Jequitinhonha, Anísia Lima teve contato com o barro aos 8 anos, observando a mãe trabalhar. O que começou como atividade para complementar a renda da família foi se transformando em vocação: aos 15 anos, ela descobriu que queria contar histórias por meio de bonecas de cerâmica. Hoje, comanda um ateliê familiar onde produz bonecas, filtros, boleiras e peças decorativas, preservando saberes ancestrais e a identidade cultural da região.

Com o apoio do Sebrae Minas e a criação da Marca Território Vale do Jequitinhonha, a artesã passou a participar de capacitações em gestão, design, marketing e acesso a mercado. A participação em feiras e eventos nacionais levou suas peças a Recife, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e outros destinos, resultando em um crescimento médio de 30% no faturamento. Agora, o próximo sonho é mostrar seu artesanato para o mundo. ”Vamos apresentar a nossa Coleção Chão de Origem e lançar o catálogo, levando o Vale do Jequitinhonha para um palco nacional”, orgulha-se Anísia Lima.

Salão do Artesanato

O artesanato de Minas Gerais chega a São Paulo, portanto, com uma estratégia que combina geração de negócios e reposicionamento da produção artesanal como expressão contemporânea de arte e design. Entre os dias 13 e 17 de maio, o Sebrae Minas leva artesãos e artesãs ao 22º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, no Pavilhão da Bienal.

Considerado um dos principais eventos do setor no País, o Salão do Artesanato reuniu, em 2025, mais de 70 mil visitantes, com R$ 7 milhões em vendas diretas e projeção de R$ 15 milhões em negócios futuros. A rodada de negócios contou com 55 compradores de diversos estados, gerando R$ 2,65 milhões durante o evento e expectativa de R$ 15,8 milhões em até 12 meses.

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