Finanças

Bolsa brasileira registra alta no volume negociado em fevereiro

Alta foi de 10,3% na comparação com janeiro e média diária chegou a R$ 25,7 bilhões no mês; estoque total atinge R$ 3,28 trilhões
Bolsa brasileira registra alta no volume negociado em fevereiro
Além das ações, outro investimento que seguiu em alta em fevereiro de 2026 foi o mercado de fundos imobiliários (FIIs), com crescimento da base de investidores; segmento encerrou o mês com 432 FIIs listados e R$ 200 bilhões em estoque | Foto: Divulgação B3

O mercado de ações da B3 manteve trajetória de crescimento em fevereiro de 2026, com aumento do volume negociado diariamente (ADTV) e expansão do estoque financeiro. O segmento encerrou o mês com R$ 3,28 trilhões em estoque (31,2% acima dos R$ 2,50 trilhões registrados em fevereiro de 2025) e movimentou R$ 462 bilhões no período.

O ADTV foi de R$ 25,7 bilhões, alta de 10,3% em relação a janeiro, quando havia somado R$ 23,3 bilhões. A base de investidores com posição em custódia fechou o mês em 4,04 milhões.

“Os resultados de fevereiro reforçam a relevância do mercado de ações no Brasil. O crescimento do volume negociado em relação a janeiro confirma o dinamismo do mercado e a capacidade da B3 de oferecer uma infraestrutura eficiente para diferentes estratégias de investimento”, afirma a gerente de produtos de cash equities da B3, Bianca Maria.

Fundos

Outro investimento que seguiu em expansão em fevereiro de 2026 foi o mercado de fundos imobiliários (FIIs), com crescimento da base de investidores.

O segmento encerrou o mês com 432 FIIs listados e R$ 200 bilhões em estoque, acima dos R$ 166 bilhões registrados em fevereiro de 2025.

A base de investidores atingiu 3,076 milhões, superando os 2,787 milhões observados no mesmo mês do ano anterior. O volume negociado somou R$ 8,5 bilhões, com volume médio diário (ADTV) de R$ 475 milhões.

Considerando os dois primeiros meses do ano, o ADTV da classe de ativos em 2026 está em R$ 508 milhões, 49,8% acima da média de 2025.

Em fevereiro, as pessoas físicas responderam por 47,3% do volume negociado e por 73,6% da posição em custódia, mantendo protagonismo no segmento.

Entre os fundos mais negociados no mês estiveram TRXF11, XPML11 e KNCR11.

“Os FIIs seguem como uma das principais portas de entrada para investidores que buscam renda variável com foco em diversificação e exposição ao mercado imobiliário. O crescimento da base e do estoque mostra a força e a maturidade desse segmento dentro da B3”, observa a gerente de produtos de cash equities da B3.

Ativos mais negociados no mercado de empréstimo em 2025

• ETFs (BOVA11): Ocupa o topo do ranking de aluguéis, sendo o principal instrumento para investidores que buscam exposição ou proteção em relação ao desempenho do índice Ibovespa B3.
• Blue chips (VALE3 e PETR3/PETR4): As ações da Vale e da Petrobras continuam entre as favoritas tanto de doadores quanto de tomadores devido ao seu alto volume financeiro e liquidez diária.
• Setor financeiro (ITUB4, BBAS3 e BBDC4): Grandes bancos como Itaú, Banco do Brasil e Bradesco figuram no Top 10, oferecendo recorrência e estabilidade para as operações de aluguel.
• Ações de crescimento e consumo (ABEV3, WEGE3 e PRIO3): Papéis como Ambev, Weg e Prio completam a lista dos dez ativos mais requisitados, demonstrando a diversidade de setores que compõem o ecossistema.
Fonte: B3

Mercado de empréstimo cresce no País

O mercado de empréstimo de ativos registrou crescimento no volume negociado na B3 em um ano, consolidando-se como uma ferramenta estratégica para trazer rentabilidade adicional ao portfólio.
Segundo levantamento do Datawise+, solução de dados da B3, entre janeiro e dezembro de 2025, o montante financeiro relativo a ativos emprestados saltou de R$ 229,9 bilhões para R$ 347,1 bilhões. Esse crescimento foi ainda mais evidente na comparação entre os meses de dezembro de 2024 e dezembro de 2025, período em que a modalidade avançou 67%.

No entanto, muitos investidores ainda desconhecem que podem ser doadores de seus ativos em troca de uma taxa de remuneração. Nessa modalidade, o doador continua recebendo dividendos e juros sobre capital próprio normalmente, enquanto o tomador utiliza os papéis para estratégias de curto prazo ou proteção. A segurança da operação é garantida pela B3, que atua como contraparte central e exige garantias dos tomadores, eliminando o risco para quem empresta.

“O mercado brasileiro de empréstimo de ativos está cada vez mais maduro e tem a pessoa física como um de seus protagonistas. Acreditamos que essa é uma modalidade que tem muito a crescer, pois traz vantagens para todos os lados do negócio e ainda promove aumento da liquidez nos ativos”, explica o superintendente responsável por empréstimo de ativos na B3, Pedro Bustamante.

Expansão

É no ambiente regulado da bolsa que os investidores encontram liquidez e transparência para rentabilizar suas carteiras. Enquanto os fundos de investimento respondem por 47% da demanda (tomadores), os investidores pessoa física já representam 33% das ofertas de ativos (doadores), superando investidores não residentes (13% dos doadores e 36% dos tomadores) e instituições financeiras nessa ponta da operação.

Essa democratização, conforme a B3, reflete o interesse crescente por produtos que oferecem uma camada adicional de retorno sobre o patrimônio já existente. Os instrumentos mais negociados concentram-se em fundos de índices e ações de alta liquidez, que compõem a base do Ibovespa B3 e de outros indicadores.

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