Arrecadação da Cfem em Minas Gerais sobe 1,3% no quadrimestre
A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) em Minas Gerais somou pouco mais de R$ 1,1 bilhão entre janeiro e abril deste ano, conforme dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). Em comparação ao registrado no mesmo período do ano passado, o montante aumentou 1,3%.
No Brasil, o recolhimento de royalties minerais atingiu R$ 2,6 bilhões, com alta de 4,8%. O Estado respondeu por 43,8% do total nacional, liderando entre as unidades federativas. O Pará, segundo lugar no ranking, teve 39,8% de participação no resultado, com R$ 1 bilhão.
Em Minas Gerais, a arrecadação foi puxada pelo carro-chefe da indústria de mineração no Estado, o minério de ferro. A substância respondeu por cerca de R$ 950,3 milhões.
Na sequência do top 10 vieram: ouro (R$ 117,2 milhões), calcário (R$ 11,8 milhões), fosfato (R$ 10,5 milhões), nióbio (R$ 5,7 milhões), zinco (R$ 4,6 milhões), gnaisse (R$ 3,1 milhões), gema (R$ 2,9 milhões), grafita (R$ 2,3 milhões) e granito (R$ 2,1 milhões).
O município mineiro que mais recolheu royalties no quadrimestre foi Conceição do Mato Dentro, com aproximadamente R$ 132,9 milhões. Na localidade, está instalado o sistema de produção de minério de ferro Minas-Rio, da britânica Anglo American.
Fecharam a lista dos dez primeiros: Congonhas (R$ 118,2 milhões), Nova Lima (R$ 109,6 milhões), Mariana (R$ 85,7 milhões), Itabira (R$ 83,3 milhões), São Gonçalo do Rio Abaixo (R$ 76,9 milhões), Itabirito (R$ 75,4 milhões), Paracatu (R$ 71,8 milhões), Santa Bárbara (R$ 45,9 milhões) e Ouro Preto (R$ 43,4 milhões).
Royalties por mineradoras
Entre as mineradoras, a que mais pagou Cfem em Minas Gerais nos primeiros quatro meses de 2026 foi a Vale, com R$ 502,9 milhões. Vivendo um momento positivo, a empresa brasileira voltou a liderar a produção mundial de minério de ferro em 2025, superando a Rio Tinto, e ampliou em 10,8% o volume produzido no Estado no primeiro trimestre.
Em seguida, completando o top 10 de empresas com maiores pagamentos, ficaram: Anglo American (R$ 132,9 milhões), CSN Mineração (R$ 127,9 milhões), Kinross Brasil (R$ 71,5 milhões), Samarco Mineração (R$ 39,7 milhões), AngloGold Ashanti (R$ 34,2 milhões), Mineração Usiminas (R$ 26,7 milhões), Companhia de Mineração Serra da Farofa (R$ 12,2 milhões), Ferro+ Mineração (R$ 11,3 milhões) e ArcelorMittal Brasil (R$ 10,5 milhões).
Resultados no Brasil
No Brasil, a Vale também liderou os pagamentos de royalties minerais, com cerca de R$ 1,2 bilhão. O município que mais recolheu foi Canaã do Carajás, no Pará, com em torno de R$ 439,4 milhões, onde a empresa mantém operação. Quem puxou a arrecadação nacional foi justamente o minério de ferro, com aproximadamente R$ 1,7 bilhão.
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