Editorial

Ferrovia para o desenvolvimento

Corredor ferroviário Minas-Rio significa um avanço estratégico para a competitividade da economia do Estado
Ferrovia para o desenvolvimento
Foto: Adobe Stock

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai analisar, em reunião prevista para esta quinta-feira (7), o projeto do corredor ferroviário Minas-Rio, que vai conectar o Centro-Oeste do Estado ao litoral fluminense, criando mais uma rota de escoamento da produção agrícola e do setor industrial mineiro.

Se aprovado, o edital será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) para a última etapa do processo antes do lançamento da concorrência. Estima-se que o edital esteja liberado em, no máximo, 60 dias.

O corredor compreende uma ferrovia entre Arcos e o Porto de Angra dos Reis (RJ), com um ramal entre Lavras e Varginha, no Sul de Minas. No total, serão 738 quilômetros, com potencial para movimentar 8,8 milhões de toneladas de produtos anualmente.

O projeto é de grande importância para a economia do Estado. Um dos grandes avanços será a reativação do ramal no Sul de Minas, um dos principais polos da cafeicultura do planeta. Com a ferrovia, o café produzido na região se tornará ainda mais competitivo, uma vez que poderá ser escoado diretamente para o terminal portuário em Angra dos Reis.

Além disso, o Sul de Minas se beneficiará também em outros setores econômicos, uma vez que vem se tornando um grande polo industrial e logístico do Brasil. A saída e a chegada de mercadorias serão feitas com maior facilidade por meio da ferrovia.

O ramal principal, que atualmente atende ao transporte de calcário produzido no Centro-Oeste mineiro, com a reativação do trecho entre Barra Mansa e o terminal de Angra, vai viabilizar que segmentos exportadores no Estado tenham uma redução no custo operacional nos próximos anos.

A implantação do corredor, dessa forma, significará ganho de competitividade para as empresas em Minas em um momento em que é crucial promover melhorias no ambiente de negócios para proteger nossa economia. Dotar o Estado e o Brasil de infraestrutura é o primeiro passo para sobreviver aos novos tempos, em que tensões globais, tarifaços e guerras estão comprometendo a atividade econômica.

A esperança é que outros projetos ferroviários tenham andamento e saiam logo do papel, tanto em Minas quanto no Brasil. Os investimentos previstos no Estado para os próximos anos somam R$ 38 bilhões nesse modal de transporte. Porém, é preciso agilidade na execução para, mais uma de inúmeras vezes, o País não perder o trem da história.

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