Multilaser prevê perdas de R$ 20 milhões com Casas Bahia

Impacto da recuperação judicial da Casas Bahia para a Multi e outros fornecedores
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Multilaser prevê perdas de R$ 20 milhões com Casas Bahia
Foto: Adobe Stock

O grupo Multi, antiga Multilaser, anunciou ao mercado na terça-feira (18) a estimativa de perda de R$ 20 milhões de valores a receber do grupo Casas Bahia, que entrou em recuperação judicial no domingo (16) e declarou uma dívida de R$ 17,3 bilhões.

De acordo com o comunicado, os valores se somariam aos R$ 11 milhões já provisionados anteriormente, e não estariam cobertos por apólices de seguro de crédito. Segundo a Multi, o montante, contudo, seria “pouco expressivo diante da carteira total de recebíveis”, e equivalente a apenas 2,29% do saldo líquido de contas a receber, não interferindo na posição patrimonial ou sobre os resultados da companhia de eletrônicos e informática, como smartphones e tablets, que é uma das fornecedoras da varejista.

Apesar disso, a Multi diz acompanhar ativamente a evolução do caso. A Casas Bahia chegou a demitir cerca de 3.000 funcionários e fechar 298 lojas pelo Brasil na semana passada.

Na última segunda-feira (17), a fabricante de computadores Positivo Tecnologia, também fornecedora do grupo de varejo, informou ao mercado que a exposição de quase R$ 20 milhões está coberta por seguro de crédito, contratado junto a duas seguradoras. O comunicado também mencionava que a exposição é limitada e não foi identificado, no momento, “risco material para os resultados do exercício de 2026 decorrente dessa exposição.”

A lista de credores do grupo Casas Bahia é extensa e abarca bancos, mas também empresas de tecnologia, como a Samsung, que figura como principal credora com R$ 937,6 milhões em mercadorias fornecidas e que ainda não foram pagas.

Em seguida aparecem a Electrolux (R$ 700,1 milhões), LG Electronics (R$ 623,7 milhões), Motorola Mobility (R$ 619,0 milhões), Britânia (R$ 354,8 milhões) e TCL/Semp (R$ 330,9 milhões). Todas são listadas como credoras quirografárias, ou seja, sem garantia.

Recuperação judicial

A petição de recuperação judicial chega cerca de dois anos após a varejista homologar uma recuperação extrajudicial que reestruturou R$ 4,8 bilhões em dívidas financeiras em abril de 2024, da qual saiu três meses depois.

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Maria Clara Matos
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