Robôs na construção civil podem reduzir custo da mão de obra em 30% e dobrar produtividade
Diante da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, a construção civil começa a ampliar o uso de robôs como alternativa para acelerar a produção e reduzir custos. Em Minas Gerais, a tecnologia chega ao mercado com a promessa de reduzir em 30% o custo da mão de obra, além de dobrar a produtividade nos canteiros.
A solução é da gigante chinesa BrightMaster Robotics (BMR), especializada em automação para a construção civil. No Brasil, a empresa terá representação exclusiva do Grupo Minas Brisa, que projeta ampliar a oferta das máquinas, tanto no mercado nacional, quanto em países da América Latina, como Argentina e México.
De acordo com o CEO do Grupo Minas Brisa, Marcos Almeida Magalhães, a parceria foi firmada durante uma visita à Shenzhen, maior metrópole high-tech da China. A proposta, segundo ele, é trazer ao Brasil soluções de automação via robôs capazes de acelerar a execução das obras, reduzir retrabalhos e manter um padrão de qualidade na construção civil.
O portfólio reúne diferentes equipamentos voltados à automação de etapas do canteiro de obras, entre eles robôs de lixamento de massa, pintura interna, logística, medição e limpeza, além de robôs para pintura de fachadas e elevadores inteligentes.
Segundo Magalhães, a proposta não é substituir trabalhadores, mas profissionalizar o setor e elevar a produtividade, permitindo que os profissionais se concentrem em atividades de supervisão e inteligência. A robótica também surge como aliada na segurança do trabalho e na preservação da saúde dos operários nos canteiros, eliminando riscos de lesões graves ao operar máquinas e materiais pesados.
“Não estamos substituindo pessoas, e sim evoluindo o papel do trabalhador da construção no Brasil”, afirma Magalhães.
A proposta é testar os equipamentos nos próprios lançamentos, além de comercializá-los e oferecer serviços de operação. Os robôs têm preços que variam de R$ 250 mil a R$ 1 milhão e, dependendo da atividade, podem alcançar uma produtividade equivalente à três a quatro trabalhadores. “A maior parte dos equipamentos consegue se pagar após a execução de cerca de 10 mil metros quadrados (m²) de obra”, destaca o executivo.

Magalhães afirma ainda que o grupo vê o uso de robôs como uma oportunidade de transformação para a construção civil e o pioneirismo no serviço pode elevar a empresa a conquistar espaço no mercado. Com a expectativa de maior produtividade, o Grupo Minas Brisa planeja lançar R$ 5 bilhões em produtos nos próximos cinco anos e e estima que o negócio de automação possa representar uma parcela relevante no faturamento.
“Acreditamos que essa tecnologia pode revolucionar o setor e ser pioneiros pode nos ajudar bastante. É uma mudança que precisa ser feita no mercado e estamos investindo pesado nisso”, finaliza.
Conheça a linha de robôs para os canteiros de obras
- Lixamento de massa: desbasta superfícies fora de prumo, com detecção de profundidade e aspiração de poeira.
- Pintura interna: aplica primer e tinta em paredes, tetos e sancas, com precisão milimétrica.
- Nivelamento de concreto: alinha e dá acabamento ao concreto fresco com orientação a laser.
- Logística universal: transporta até 420 kg de materiais por rotas automatizadas até as frentes de trabalho.
- Medição: faz escaneamento 3D do ambiente, com alcance de até 400 metros, e gera relatórios de conferência.
- Limpeza: realiza varrição e aspiração contínuas, com supressão de poeira e basculamento automático.
- Elevador inteligente: transporta materiais e equipes de forma automatizada e integrada aos demais robôs.
- Pintura de fachada: realiza a pintura automatizada de fachadas, com deslocamento vertical e aplicação uniforme.
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