Último lote do Imposto de renda chega na segunda (31); veja como investir e organizar finanças
O quarto e último lote da restituição do Imposto de Renda (IR) 2026 será pago na próxima segunda-feira (31). Para quem ainda não decidiu como utilizar o recurso, o momento pode representar uma oportunidade para reorganizar as finanças, quitar dívidas e começar a investir. Segundo dados da Receita Federal, cerca de 22 milhões de contribuintes já receberam a restituição, movimentando mais de R$ 32 bilhões até o momento. O primeiro lote da restituição foi pago no dia 29 de maio.
Apesar do dinheiro se mostrar um alívio e uma oportunidade financeira aos brasileiros, especialistas em economia alertam que utilizar toda a quantia de imediato ou deixar parada em uma conta corrente pode não ser a melhor estratégia. Analisando o quadro atual, recomenda-se que os contribuintes avaliem sua situação financeira e estabeleçam prioridades para os gastos e investimentos.
Para o líder da XP em Minas Gerais e especialista no setor, Rafael Cunha, a restituição do Imposto de Renda é um instrumento significativo para a economia no Brasil. Porém, as tomadas de decisões impensadas sobre a utilização do recurso podem prejudicar o objetivo final. Ele indica que as pessoas tirem um tempo para rever suas decisões e façam um planejamento financeiro mais consistente, visando a criação de um plano de ações.
“O primeiro passo é colocar as contas no papel, organizar o orçamento e definir seus objetivos, como realizar uma compra importante, quitar dívidas ou começar a investir”, destaca.
Para definir melhor o seu plano orçamentário, logo abaixo foram reunidas dicas para quem ainda está pensando no que fazer com o valor recebido e como começar a investir.
Dívidas devem ser prioridade
Para quem possui dívidas ou financiamentos, a orientação é utilizar parte da restituição para reduzir o custo financeiro. “Se o valor da restituição não for suficiente para quitar todas as dívidas, comece pelas mais caras, ou seja, aquelas que têm as maiores taxas de juros”, explica Cunha.
Caso as contas estejam em dia, o próximo passo pode ser a formação de uma reserva de emergência. O dinheiro deve ser destinado a situações inesperadas, como despesas médicas ou outros imprevistos, evitando que o contribuinte recorra a novos empréstimos.
Como começar a investir
Depois de organizar as finanças e criar uma reserva de emergência, a restituição pode ser direcionada aos investimentos. Nesse caso, a escolha da aplicação deve levar em consideração requisitos como os objetivos, o perfil de destinação e os prazos para utilização do dinheiro.
“Não existe um investimento ideal para todos. É preciso entender se o objetivo é de curto prazo, como trocar de carro; de médio prazo, como comprar um imóvel; ou de longo prazo, como a aposentadoria. A partir desse diagnóstico, é possível montar uma estratégia personalizada”, explica o especialista.
Outra dica é começar a investir mesmo com pouco dinheiro. Devido à era digital, a possibilidade e a variedade de investimentos estão cada dia mais acessíveis, permitindo ajustar a quantia que se quer investir e quando será.
Para quem opta por investimentos de renda fixa, aplicações em instituições mais conservadoras podem ser uma alternativa. Entre as opções estão:
- Certificado de Depósito Bancário (CDBs);
- Letra de Crédito Imobiliário (LCIs);
- Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs);
- Títulos públicos do Tesouro;
- Fundos de renda fixa.
Se você declara o seu IR completo, considere também como escolha o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), que consiste em um plano de previdência que oferece dedução de até 12% da renda bruta anual, reduzindo seu imposto e aumentando sua restituição futura.
Acima de tudo, é importante que durante essas decisões o contribuinte conte com a orientação de um assessor ou de um profissional na área de contabilidade, para identificar as melhores oportunidades no mercado e evitar possíveis golpes e outros prejuízos.
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