Professores de escolas particulares de Belo Horizonte e RMBH paralisam atividades nesta quarta-feira (16)
Professores das escolas particulares de Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH) vão paralisar as atividades na manhã desta quarta-feira (16), segundo o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas).
Em entrevista ao Diário do Comércio, a diretora do Sinpro Minas, Antonieta Shirlene, informou que a categoria fará uma assembleia nesta quarta, das 9h às 12h, no auditório do Sinpro Minas, na capital mineira, para avaliar se irá manter a interrupção das atividades durante todo o dia ou deflagrar uma greve por tempo indeterminado.
Ainda sem informar quantos professores e quais escolas vão paralisar os serviços nesta quarta-feira, a diretora sindical afirma que os docentes defendem a renovação, sem alterações, da atual Convenção Coletiva do Trabalho (CCT), com reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 3,77%.
A categoria também rejeita a proposta patronal de dividir a Convenção Coletiva de Trabalho (documento que define os direitos dos professores, como salários e demais benefícios) em duas: uma para a educação básica e outra para o ensino superior.
Procurado pela reportagem o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) disse que nenhum benefício já assegurado aos professores pela atual CCT está sendo retirado e entende que a divisão das convenções coletivas por segmentos “permitirá construir instrumentos de negociação mais adequados às necessidades específicas de cada área da educação, tornando as relações trabalhistas mais equilibradas, objetivas e compatíveis com a realidade de cada instituição”.
Quanto à paralisação anunciada para esta quarta-feira, o Sinepe-MG afirma respeitar a manifestação, mas ressalta que nenhuma das cerca de 4,2 mil instituições de ensino privado existentes em Minas Gerais informou que irá interromper as atividades.
“As escolas estarão abertas normalmente nesta quarta-feira, garantindo o atendimento aos alunos e às famílias. O Sinepe-MG permanece de portas abertas para o diálogo e para a negociação”, conclui.
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